Pesquisar neste blog

sexta-feira, 23 de maio de 2014

FRATERNO AUXÍLIO CRISTÃO AGRADECE!


Pe. Gilberto Kasper


Mestre em Teologia Moral, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Docente na Faculdade de Ribeirão Preto do Grupo da UNIESP, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto, Presidente do Fraterno Auxílio Cristão e Jornalista.

O FAC – Fraterno Auxílio Cristão da cidade de Ribeirão Preto necessita da ajuda generosa de mais parceiros e amigos, que queiram ajudar-nos a cuidar dos pobres de nossa cidade. Você poderá ser um sócio mensal ou benfeitor ocasional! Partilhando de sua pobreza, enriquecerá nossa vontade de mantermos nossos projetos que precisam da ajuda de todos!

O Fraterno Auxílio Cristão da Cidade de Ribeirão Preto, também designado pela sigla “FAC”, fundado em 15 de janeiro de 1957, é uma associação civil de direito privado, sem fins econômicos, com duração por tempo indeterminado e sede na Rua Barão do Amazonas, 881, nesta cidade. “Tem por finalidade promover a pessoa humana e abrir a possibilidade de recuperação da sua dignidade, independentemente de cultura ou religião, por meio de ações de solidariedade, de fraternidade, de enfrentamento e superação da miséria e da fome, de recuperação e preservação do vínculo familiar, de recuperação de dependentes químicos e entorpecentes”.

O FAC desenvolve suas atividades por intermédio de três projetos: o Núcleo de Solidariedade Dom Helder Câmara, instalado na sede do mesmo, classificado como serviço especializado de média complexidade, atendendo jovens, adultos e idosos, de ambos os sexos, moradores de rua ou em situação de rua. O Núcleo de Solidariedade Dom Bosco, instalado na Rua Imigrantes Japoneses, 1065, Parque Ribeirão Preto, classificado como serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, atendendo crianças dos 6 aos 12 anos e adolescentes dos 13 aos 18 anos. A Unidade de Acolhimento para Adultos Irmã Cristina Benedini, instalada na Rua Florinda Bordizan Sampaio, 430, Jardim José Sampaio, em Ribeirão Preto, classificado pelo Plano Integrado de Enfrentamento ao CRACK e outras Drogas, sendo uma Unidade de Acolhimento para pessoas com necessidades decorrentes de uso de crack, álcool e outras drogas; homens de 18 a 59 anos, ainda em construção.


O FAC procura responder, na medida do possível, aos anseios do Papa Francisco, que deseja “Uma Igreja pobre para os Pobres!”. Agradecemos a generosidade de todos que se uniram a nós, para juntos cuidarmos dos pobres de nossa cidade. No dia 7 de maio, no Salão Paroquial da Igreja São Batista, na Rua Humaitá, 853 no Bairro Santa Cruz do José Jacques, realizamos uma Tarde Beneficente de Confraternização com muitos e excelentes prêmios! Na Manhã do dia 10 de maio, na Sede do FAC, aconteceu o Brechó da Fraternidade! Deus recompense aos que organizaram e colaboraram com o FAC! Contamos com a generosidade de TODOS para mantermos o FAC funcionando e acolhendo os mais pobres de nossa cidade. Basta telefonar (16) 3237-0941/3237-0942 ou acessar: solidariedadefraterna@yahoo.com.br

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS PARA O SEXTO DOMINGO DO TEMPO PASCAL

Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!

"Ora, quem me ama, será amado por meu Pai,
e eu o amarei e me manifestarei a ele" (Jo 14,21).

A Palavra de Deus do Sexto Domingo do Tempo Pascal, vem acompanhada de um leve sabor de despedida! Jesus nos garante sua presença entre nós por intermédio do Espírito Santo. O Espírito é nosso defensor e nos revela a verdade do Pai. A páscoa de Jesus se realiza nas pessoas e comunidades que se deixam iluminar e conduzir pelo Espírito de Deus.

Aproximando-nos de Pentecostes, a liturgia da palavra deste domingo nos faz perceber a presença do Espírito Santo na comunidade. Ele a conduz no caminho de Jesus, caminho da vida em plenitude.

O Espírito da verdade anima e sustenta a caminhada da comunidade. A perseguição contra os cristãos torna-se instrumento de expressão do evangelho. Deus não deseja o sofrimento de ninguém, mas às vezes ele é consequência da fidelidade ao evangelho.

O Espírito da verdade permanece conosco como advogado para nos defender e guiar no caminho de Jesus. Ele vem do Pai, a fonte de toda a verdade, para iluminar a nossa caminhada de fé, concretizada no amor e fidelidade à sua vontade. A presença animadora do Espírito nos leva a viver como filhos e filhas de Deus. O Espírito nos ajuda a conservar viva a memória de Jesus, suas palavras, seu amor sem reservas pela humanidade. Cristo sofreu e morreu para que tivéssemos nova vida no Espírito. Somos chamados a testemunhar sua presença através da mansidão, respeito, consciência reta, não violência. Em Cristo vivo, também nós temos vida no Espírito. Se permanecermos em comunhão com Cristo, estaremos prontos para testemunhar a nossa fé e a nossa esperança, sobretudo quando difamados, ultrajados, perseguidos.

O Espírito age no mundo como dom permanente do Ressuscitado. Mediante a fidelidade ao projeto de Deus, ao amor que nos identifica como cristãos, testemunhamos a presença viva de Jesus ressuscitado. Com o salmista, exultemos no Senhor, pois ele continua manifestando seu amor, sua força de vida e salvação.

O Espírito do Senhor nos reúne e nos une. Na celebração somos fortalecidos e vivificados no Espírito que consolida nossa vocação batismal.

A vivacidade está presente na Igreja primitiva. Filipe, cheio de fé e confiança, anuncia o Cristo que sofreu e morreu, mas recebeu nova vida no Espírito.

A Palavra de vida e esperança nos alimenta em nosso caminho de seguimento.          O Senhor nos ama e nos quer salvar. Ele não desiste de nós, manifesta-se como pai misericordioso, compassivo.

Na mesa eucarística nos alimenta com o sacramento da entrega por amor. Ele nos ama. Sintamo-nos amados no Amor.

Na oração eucarística invocamos o Espírito sobre o pão e o vinho, a fim de que se tornem Corpo e Sangue de Jesus Cristo. Invocamos ainda o mesmo Espírito para que nos reúna num só corpo.

Jesus, em seu discurso de consolação dirigido aos discípulos, lhes promete o Espírito Santo, que irá conduzi-los na missão de anunciar o Evangelho a todos. Eles não ficarão órfãos, pois o Espírito do Senhor estará sempre com eles.

A comunidade reunida é sinal sacramental da presença de Cristo. Testemunhamos sua presença na unidade - um só corpo, reunido em seu amor.

Que a força do Espírito nos ajude a levar adiante a missão de Jesus Cristo. Que sejamos sinais do amor verdadeiro no mundo que vivemos. Vamos ser reconhecidos pelo amor que vivermos.

Aproximando-nos da Ascensão do Senhor, Jesus prepara seus discípulos, a fim de que assumam a missionariedade e o discipulado da Igreja que sonhou para o mundo: Uma Igreja missionária e inteiramente ministerial! Ao longo do Tempo Pascal, lemos atentamente o Livro dos Atos dos Apóstolos, que descreve o verdadeiro rosto, as feições amorosas de uma Igreja cheia de ternura, de comunhão, de unidade e de amor. Colocando o rosto da Igreja que somos hoje diante do espelho, nos identificamos com aquela Igreja dos Apóstolos, a Igreja de Jesus Cristo? Quantas plásticas, quanta desfiguração ocorrem na Igreja, quando nossas Comunidades centralizam suas atividades pastorais em interesses próprios e não no essencial: Jesus Cristo Ressuscitado! Gosto de perguntar-me, se Jesus Cristo se reconhece em nossas homilias, celebrações, cantos e atividades pastorais? Quantas de nossas atividades e iniciativas desviam nosso olhar do verdadeiro Ressuscitado?

Saibamos reencontrar nossa verdadeira identidade, abrindo-nos ao Espírito Santo que vem oferecer-nos seus dons. Saibamos reaprender a servir não a nós mesmos, mas ao Senhor que nos incumbiu de conduzir sua Igreja, da qual Ele é a cabeça e nós tão simplesmente os membros: servos inúteis que passam, mas poderão deixar marcas positivas ou não. Insisto muito no respeito à história de nossas Comunidades de Fé, Oração e Amor. Sejamos servidores e não donos da Igreja que pertence ao Senhor. Sejamos amorosos e continuemos a história que vamos encontrando por onde passamos. Muitos costumam rasgar a história de fé de um povo, achando, arrogante e prepotentemente, que a mesma começa com a chegada deles. Isso é abominável na sociedade, na política e ainda pior nas Comunidades Eclesiais.

Desejando-lhes muitas bênçãos, com ternura e gratidão, nosso abraço amigo,

Pe. Gilberto Kasper


(Ler At 8,5-8.14-17; Sl 65(66); 1Pd 3,15-18 e Jo 14,15-21).

sexta-feira, 16 de maio de 2014

SERMOS PASTORES SEGUNDO O CORAÇÃO DE CRISTO, O BOM PASTOR

Pe. Gilberto Kasper


Mestre em Teologia Moral, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Docente na Faculdade de Ribeirão Preto do Grupo da UNIESP, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto, Presidente do Fraterno Auxílio Cristão e Jornalista.


Há muitos modos de ser pastor e de evangelizar. Cada um colocando seus dons a serviço do Reino de Deus, conforme lhes foram concedidos gratuitamente. Mas há algo em comum que nunca poderá faltar em nosso pastoreio: Sermos todos configurados com Cristo, o Bom Pastor, que conhece suas ovelhas pelo nome, as ama, as acolhe, as compreende, as aceita como são, as perdoa e as traz de volta nos ombros (melhor seria ainda, apertá-las ao coração), não para seu prestígio próprio, mas o rebanho eclesial.

O Pastor que atrai as ovelhas para si, sem conseguir conduzi-las pelo itinerário do Senhor a Deus, é desfigurado do Cristo, o Bom Pastor. Sermos pastores que não machuquem, surrem, enxotem as ovelhas que lhes são confiadas, às vezes porque não nos bajulam ou discordam de nossos métodos, ou ainda, tentam ajudar-nos por meio da correção fraterna. Sermos pastores que não emoldurem e engessem o rebanho em nossas estruturas, muitas delas já ultrapassadas e opressoras. Quantos de nós ainda somos pastores que não saem de suas sacristias e salas de atendimentos: há até os que exigem ofício para uma conversa, ou exigem senha para um encontro com suas ovelhas, o que é diferente de agendar atendimentos espirituais ou pastorais. Há os que exploram as ovelhas e quando já não satisfazem mais seus caprichos, são excluídas do rebanho, sem nenhuma tentativa de diálogo.

Nossas ovelhas são mais exigentes em nossos dias, e não saem mais atrás de qualquer pastor, só porque é bonito, atraente, canta bem, se veste com roupas de marca e frequenta regularmente shoppings e reuniões que lhes garantam um minuto de fama. As que fazem isso acabam desistindo no meio do caminho profundamente decepcionadas, porque não chegaram ao verdadeiro destino: Jesus Cristo Ressuscitado. Pararam em alguém que brincou de ser pastor e que não soube cumprir com sua missão: a de conduzir o rebanho às verdadeiras pastagens propostas pela Igreja de Jesus Cristo, que é despretensiosa, simples, pobre com os pobres, totalmente despojada de poder, arrogância, prepotência e falsos valores, mas que chora e sofre com as ovelhas machucadas por uma cruel Cultura de Sobrevivência, despida de dignidade humana! Na Igreja de Jesus Cristo não há lugar para disputas que geralmente produz a inveja, fruto de desequilíbrios mal administrados, interiormente. Quem não gasta sua vida pelas ovelhas não serve para ser pastor, é antes um impostor!

Precisamos de Vocações santas, simples, puras, configuradas a Cristo, o Bom Pastor! Não esqueçamos o pronunciamento dos Bispos reunidos em Puebla na III Conferência Episcopal da América Latina e do Caribe: "As  Vocações (santas e não mercenárias) são a resposta de um Deus providente à uma Comunidade orante...".