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quarta-feira, 8 de outubro de 2025

NOSSA SENHORA APARECIDA!

 NOSSA SENHORA APARECIDA!


Os católicos brasileiros têm uma grande relação religiosa com Maria, a mãe de Jesus. Essa relação de piedade e devoção pode ser mais aprofundada e adquirir um sentido evangélico bem mais intenso pela solenidade que celebramos no dia 12 de outubro, pois todos nós que aderimos ao projeto de Jesus somos chamados a realizar sempre a sua vontade, mantendo a nossa esperança em suas intervenções na história, transformando, por nossas ações, as realidades de morte em vida, de trevas em luz, de miséria e pobreza em abundância.


 A imagem de Nossa Senhora que há 308 anos apareceu no rio Paraíba do Sul é uma imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição. Festa que remete à figura de Maria como plenificação e destino da Igreja, imagem da Igreja triunfante. Uma Igreja que, como mãe e esposa peregrina, é chamada a fazer a vontade do seu esposo, Cristo, o Messias.


 O aparecimento da pequena imagem foi o grande sinal do alto, sinal de Deus e de sua intervenção em favor das súplicas dos simples e pobres. A festa aconteceu, e a abundância foi readquirida.


 Neste dia, no Brasil, também se comemora o dia das crianças. Elas aguardam de todos nós um sinal de um país mais justo, humano, solidário e que saiba cuidar do seu povo com ternura, carinho e proteção. Aguardam sinais de vida, que devem ser cultivados e promovidos já agora, para que o seu futuro seja de abundância e paz. Que a honestidade espane do cenário de nossa rica Nação a tão sistêmica corrupção.


 Gosto sempre de imaginar a cena daquele casamento em Caná da Galileia. Deve ter sido um casamento de pessoas simples, pobres, como humilde e pobre era Maria. Para que Maria, Jesus e seus Discípulos fossem convidados, o casal nubente só poderia ser pobre, já que a disparidade entre as pessoas era tamanha, que ricos e pobres jamais se misturavam, especialmente em festas. Hoje não é muito diferente, embora tenhamos os chamados “ricos emergentes” ou ainda, aqueles que mesmo não sendo economicamente privilegiados, tenham “panca de ricos”, se juntem aos verdadeiramente ricos!


 Maria, que é mãe, perspicaz e atenta, percebe que seu filho, Jesus e seus companheiros, os Discípulos (que eram bons de copo), estavam exagerando, e os noivos pobres poderiam passar vergonha, já que o vinho começava a faltar. A mãe chama o filho e o adverte que já não tem mais vinho, pedindo que avise aos amigos “maneirarem no copo”. Jesus parece dar uma resposta ríspida, chamando sua mãe de “Mulher”. Em outras palavras, poderia pensar que não era problema seu. Maria, entretanto, vai aos serventes e lhes diz: “Fazei o que ele vos disser!” A confiança no filho é maior que sua preocupação. O milagre acontece justamente pela fé de Maria em Jesus. Da Festa de Nossa Senhora Aparecida, também nós, todos nós, podemos aprender do povo simples, de Sul a Norte de nosso Brasil, tamanha confiança na Mãe Aparecida. Ela não nos deixa esperando, não nos faz passar vergonha, mas intercede por nós. Porém é preciso seguir seu pedido feito aos serventes e também a nós hoje: Fazer o que Jesus nos pede! E o que Jesus nos pede? Que nos amemos uns aos outros, sempre! Se nos amarmos, o mundo será muito mais bonito, do jeito como Deus o criou e pensou para nós!


A Missa de Nossa Senhora Aparecida na Igreja Santa Teresa D’Ávila no Jardim Recreio será dias 11 e 12 de outubro, sábado e domingo, às 18 horas. E na Igreja Santo Antoninho, na Avenida Saudade, 202, Campos Elíseos, no domingo às 9 horas.

 Nossa Senhora Aparecida, Mãe, Rainha e Padroeira do Brasil proteja nossas crianças, Santa Teresa de Jesus, Doutora, incentive nossos Professores e São Carlo Acutis inspire nossos adolescentes e jovens à santidade!


Pe. Gilberto Kasper

          Teólogo

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

O DIA DO NASCITURO!

 O DIA DO NASCITURO!

“Deixem as crianças virem a mim. O Reino de Deus é delas”. (cf. Mc 10,13-16)



Um dos pontos mais interessantes da Sagrada Escritura, a meu ver, é a narrativa da criação no livro do Gênesis. Deus criou tudo com um amor indiscutível e carinhoso e viu que “tudo era bom”. Ao criar o ser humano à sua imagem e semelhança, faz do homem e da mulher sua obra prima, imprimindo em cada pessoa o desejo do bem e a busca por seu amor. Entregando ao homem e à mulher a tarefa de “cuidar” da criação lhes deu a responsável missão de gerar novos filhos para a vida e para a fé.

O autor sagrado descreve a criação do homem e da mulher com a perfeição de detalhes próprios do amor que se entrega e que sabe sem ele não há felicidade. O ser humano se viu passar do isolamento e da infelicidade à comunhão e à reciprocidade: “agora sim, carne de minha carne e ossos de meus ossos”! Ao mesmo tempo, entram em cena os palpites e murmurações do ser humano querendo mais e mais, e, com sua esperteza deixa de lado a busca pela sabedoria; cai no conto da serpente e daí em diante, sabemos que quanto mais longe de Deus, mais o ser humano fica egoísta e se desumaniza. Do egoísmo surgem as mais variadas disputas, desavenças, intrigas, divisões e ódios. Assim, os que foram criados para a comunhão e a fraternidade, para gerar a vida e aperfeiçoá-la, acabam por desrespeitar o grande dom divino: a Vida! Afinal, o Criador soprou Seu próprio hálito de amor nas narinas da criatura humana!

No dia 8 de outubro celebramos o Dia do Nascituro. É lamentável que frequentemente a discussão que chega ao Supremo Tribunal Federal é sobre a possibilidade de se matar os embriões com doze semanas de gestação. O grande absurdo é que senadores, deputados e desembargadores que se posicionam a favor do aborto, se dizem defensores da vida das mulheres! Menos das que serão abortadas com doze semanas. Olha o disparate! Comparam um novo ser, com doze semanas, três meses de vida, com um furúnculo a ser removido, ou uma “unha encravada” que a manicure retira...

Um político que hoje é prefeito de uma grande capital chegou a dizer que o aborto diminuiria o nascimento de menores delinquentes... quanto preconceito; outra hipocrisia é dizer que o aborto de embriões até três meses é um direito sexual da mulher, como afirma uma nobre senadora. Uma pessoa gerada é direito sexual de outra? Faça-me o favor! Direito sexual é orientar as pessoas a respeito das doenças possíveis em uma vida sexual desregrada; vida sexual é uma coisa, matar um embrião, uma vida que já tem três meses, é bem diferente. Mais espanto me causa o ministro do Supremo Tribunal que afirma que legalizar o aborto “vai diminuir muito o seu número”. Outro insulto à inteligência humana.

Não será mais viável punir os que roubam milhões de reais do povo e fazer devolver aos cofres públicos para os hospitais, médicos e remédios que estão em falta? Não será melhor investir em escolas públicas com qualidade para que os estudantes mais pobres não fiquem à deriva num sistema que privilegia uns e condena outros a viver sem escola e sem trabalho?

Será um desrespeito às mulheres uma sociedade hipócrita e abortista comemorar, todos os anos, o dia do nascituro? Se não se respeita o santuário da vida, se se nega o direito à maternidade não se pode celebrar a data como desencargo de consciência. Ouso aqui dizer que não podem aproximar-se da Sagrada Eucaristia os que, como Herodes e Hitler querem a morte de Inocentes. Seja através do aborto, seja através de tantas outras formas de assassinatos, pretensamente justificadas institucionalmente! Todos têm o direito de nascer, viver dignamente, adoecer e até morrer com igual dignidade!

Pe. Gilberto Kasper

          Teólogo

(Parceria com Mons. João Paulo Ferreira Ielo, Pároco da Paróquia Imaculada Conceição de Mogi Guaçu – São Paulo)


quarta-feira, 24 de setembro de 2025

CELEBRANDO SANTA TEREZA DE ÁVILA!

 CELEBRANDO SANTA TEREZA DE ÁVILA!


O mês de outubro é marcado pelo Dia da Criança (Educando) e do Professor (Educador). O que costumamos chamar de “Educação de Berço” já não existe mais. Se até mesmo o leite materno é terceirizado no quarto mês de vida da criança, imaginem a educação! Os Educadores acolhem que tipo de Educandos? Crianças repletas de estímulos que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridas na era digital. Pais de famílias oriundas da pobreza, que trabalham tanto, que não têm como acompanhar os filhos em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida. Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas.

 Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os educandos de hoje repletos de estímulos. Estímulos de que? De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador e celular, alguns até altas horas da noite, brincando no Orkut e Whats App ou o que é ainda pior, envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida.

 O que tínhamos nós, os mais velhos, há anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria! E como afirmava o Papa Francisco, éramos movidos pelas expressões e atitudes: com licença, por favor e muito obrigado! Gosto da expressão “muito agradecido”, até porque ninguém é “obrigado” a nada!

 Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para que o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos, de ir a piqueniques, subir em árvores? Jogar bola no campinho de futebol perto de casa?

 E, nas aulas, havia respeito, amor pela Pátria. Cantávamos o Hino Nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos, ao contrário de hoje, ler, escrever e fazer contas com fluência, sem brincar com celulares durante as aulas. Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª série – não havia aprovação progressiva. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso. Não nos prometiam recompensas para passarmos de ano. A recompensa era o sabor da conquista pessoal.

 Sintam-se convidados, especialmente os Professores, para a Celebração da Padroeira de nossa Paróquia Santa Tereza de Ávila, a Protetora dos Professores, presidida por nosso amado Pastor, Dom Moacir Silva, Arcebispo Metropolitano de Ribeirão Preto, no dia 15 de outubro, quarta-feira, às 19 horas, na Praça das Rosas no Jardim Recreio em Ribeirão Preto.

 Já no dia 18 de outubro, sábado, a partir das 19 horas e trinta minutos, no salão paroquial da Paróquia Santa Tereza de Ávila, todos estão convidados para algumas horas de confraternização, num Jantar Dançante da Padroeira! Os convites podem ser adquiridos na Secretaria Paroquial da Paróquia. Basta ligar (16) 98196-7344.



 Santa Tereza de Ávila, Doutora, abençoe e incentive cada vez mais nossos Paroquianos e Professores!

Pe. Gilberto Kasper

          Teólogo