Pesquisar neste blog

quinta-feira, 9 de abril de 2015

CONSTRUINDO UM NOVO AMANHÃ!

Pe. Gilberto Kasper


Mestre em Teologia Moral, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Docente na Associação Faculdade de Ribeirão Preto do Grupo da UNIESP, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto, Presidente do FAC – Fraterno Auxílio Cristão e Jornalista.


O FAC – Fraterno Auxílio Cristão da Cidade de Ribeirão Preto foi fundado no dia 15 de Janeiro de 1957, pela Arquidiocese de Ribeirão Preto, inicialmente apenas com atividades assistencialistas, porém, diante do crescimento do trabalho e das necessidades das famílias atendidas, percebeu-se a obrigatoriedade de desenvolver um trabalho emancipatório e inclusivo das ações desenvolvidas pela entidade. Assim, o FAC organizou-se como sendo uma sociedade civil de direitos privados, sem fins econômicos e tendo por finalidade: “Promover a pessoa humana e abrir a possibilidade de recuperação de sua dignidade, independentemente de cultura ou religião, por meio de ações de solidariedade, de fraternidade, de enfrentamento e superação à miséria e à fome, de recuperação e preservação do vínculo familiar” (cf. Artigo 2º do Estatuto da Entidade).

No ano de 2003 o Núcleo de Solidariedade Dom Hélder Câmara abriu suas portas e estando localizado na região central do município, Rua Barão do Amazonas, 881, teve como foco atendimento às pessoas que se encontram em situação de rua.

Atendendo as orientações da Política Nacional de Assistência Social e a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistencialistas a partir de 1º de Janeiro de 2015, o serviço que se organizava como Serviço Especializado para Pessoas em Situação de Rua, dentro da Proteção Social Especial – Média Complexidade, passou a orientar-se dentro da Proteção Social Básica – Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Jovens e Adultos na faixa etária de 18 a 59 anos, conforme Resolução CNAS nº 13, de 13 de Maio de 2014.

Seguindo as orientações da nova Tipificação, o Núcleo de Solidariedade Dom Hélder Câmara passa a direcionar seu trabalho para o desenvolvimento, sociabilidade e fortalecimento dos vínculos interpessoais e familiares dos assistidos encaminhados pela Secretaria da Assistência Social, na perspectiva de que oportunizem a construção de novos projetos de vida, Construindo um novo Amanhã!

Para desenvolver as atividades inerentes à nova Tipificação, o Núcleo de Solidariedade Dom Hélder Câmara se reorganiza, capacitando seu quadro de funcionários, motivo pelo qual trabalha internamente e no momento não acolhendo Pessoas em Situação de Rua. Com a crise econômica pela qual passa o País, o valor de R$ 2.400,00 mensais repassado pelo Município é insuficiente para qualificar nossas atividades. Tanto a Folha de Pagamentos, como os Encargos Sociais se aproximam dos R$ 30.000,00 mensais. Mesmo assim nossos Profissionais são mal remunerados. Há grande generosidade na doação de alimentos e vestuário. Mas o FAC necessita da ajuda de todos para honrar compromissos que só se pagam em espécie. Para isso contamos com a sensibilidade de toda a sociedade. Quem puder colaborar com qualquer quantia, poderá fazer seu depósito em nome do

Fraterno Auxílio Cristão
Banco do Brasil – Agência 4242-0

Conta Corrente: 20029-8

quarta-feira, 1 de abril de 2015

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS - SOLENIDADE DA PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR

Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!

A Vigília Pascal é a celebração da Ressurreição por excelência. Seu caráter de vigília não se refere à preparação da festa, mas tem raízes na celebração da vigília dominical, presente na origem do culto cristão, em que se começa a celebrar o Dia do Senhor ainda no sábado, desembocando no amanhecer do Domingo. A Vigília Pascal, portanto, não é vigília à espera de uma festa, mas a própria festividade; a mais importante que ocorre no Domingo de Páscoa. A solenidade do terceiro dia do Tríduo Pascal.
            A celebração da Vigília Pascal consta de quatro momentos que costumamos designar como: Liturgia da Luz, Liturgia da Palavra, Liturgia Batismal e Liturgia Eucarística.
            É verdade que, de modo bem semelhante ao que ocorreu às mulheres diante do sepulcro vazio, os acontecimentos da vida nem sempre nos parecem fáceis de interpretar, de modo que através deles reconheçamos a Páscoa de Cristo nos envolvendo. Ao nos depararmos com a crueza da violência urbana, a rapidez com que as pessoas são destruídas pelo uso do crack nas grandes cidades, a luta interminável dos povos indígenas de nosso país em conseguir seu pedaço de chão para sobreviver, a perseguição daqueles que se põem ao seu lado, a corrupção institucionalizada no setor político-financeiro... Tudo o que contemplamos com nossos olhos não parece testemunhar a vitória de Cristo sobre a morte. Parece que estamos a procurar entre os mortos aquele que está vivo.
            Cristo Ressuscitou. Vida nova se inicia: tristeza e desânimo pertencem ao passado; esperança e otimismo contagiam nossa existência. Jesus venceu a morte e vive para sempre junto à nossa comunidade e a cada um de nós.
            Acompanhemos Maria Madalena ao túmulo e ouçamos dela a alegre notícia: Jesus já não se encontra entre os mortos, mas está vivo e presente entre nós (cf. Mc 16,1-7).
            Enquanto a humanidade destrói e mata, Deus ressuscita e dá vida. O amor nos faz acelerar o passo na busca dos objetivos. A presença do Ressuscitado provoca vida nova na comunidade.
            O texto de João que proclamamos, na celebração da Páscoa, conjuga o primeiro e o terceiro dia. O Domingo – Dia do Senhor – é ocasião concreta, experimentável para que os cristãos possam descobrir que Cristo Ressuscitou, segundo o testemunho das Escrituras. O Domingo, para os cristãos de todos os tempos, se mostra como uma submissão do tempo a Deus. Mas, na verdade, é uma maneira de designar a submissão do ser humano e todas as demais criaturas a seu criador, uma vez que o tempo não existe em si mesmo, mas se dá nas percepções e inteligência do ser humano. O Dia é uma imagem do ser humano. Portanto, dizer Dia do Senhor é falar do ser humano (e da criação inteira da qual ele é símbolo) como pertença a Deus. Em especial, por causa da Páscoa de Jesus, é uma maneira de colocar no centro das atenções a importância – e urgência – do ser humano redimido. O Dia é uma imagem do ser humano que vive de processos, ritmos e ritos. Do ser humano que se vai construindo. Melhor dizendo, do ser humano que se vai revestindo de glória nas palavras da carta de Paulo aos Colossenses.
            Esta experiência precisa encontrar lugar real e concreto em nossa época. O domingo, como um dia no calendário, não mais responde por aquela ocasião em que as pessoas podem obter o descanso, exercitar a convivialidade com a família e os amigos. É mais um dia de consumo, de produção, de lucratividade. Para a tradição ocidental da qual fazemos parte – por influência da fé cristã – o domingo era um dia para recordar a permanente necessidade de humanização. Mas, dia após dia, tudo é igual e as urgências humanas dão lugar a urgências econômicas.
            Neste sentido, é fundamental reunir-se para celebrar, de modo que os gestos humanos revelem a Escritura e a Escritura lhes confira sentido, reorientando nossa existência. Nesta direção, é muito significativo o convite feito na aclamação ao Evangelho, reiterado, como antífona no canto de comunhão: Celebremos, assim, esta festa, na sinceridade e na verdade. A Páscoa celebrada tende sempre a fazer-se verdade sincera em nossos dias, quer dizer, em nossa vida e em sua trama cotidiana. Sabemos que o cotidiano em si não existe – é algo sem forma. Mas o que lhe poderá dar cor, sabor, contorno, veracidade senão a experiência profunda do encontro com o Ressuscitado que continua a passar fazendo o bem como outrora Pedro afirmou? Assim, o tempo pascal se estende diante de nossos olhos como um único dia, o Dia do Senhor, no qual a pessoa humana se redescobre e redefine como criatura de Deus, enriquecida com o seu Amor que a faz reconhecer-se filha bem-quista e com pleno direito à felicidade num mundo mais justo e mais cheio de paz.
            A Páscoa nos remete ao túmulo vazio de onde exalam os perfumes do Ressuscitado! É desse sepulcro vazio que emana o conteúdo de nossa acolhida, compreendida, celebrada e vivida na relação com Deus, que nos oferece o único Cordeiro Imolado necessário para nossa felicidade plena, seus Filhos, Jesus Cristo, agora vive presente entre nós, por força e obra do Espírito Santo!
            Como discípulos missionários do Senhor, a exemplo de Maria Madalena e dos apóstolos Pedro e João diante do túmulo vazio, nos tornemos testemunhas da ressurreição e experimentemos sua presença de Ressuscitado na pessoa de cada irmão, na comunidade reunida na fé, na Palavra de Deus proclamada e no Pão e Vinho partilhados.
            Ainda celebrando o cinquentenário do Concílio Ecumênico Vaticano II, o segundo aniversário da renúncia do Papa Emérito Bento XVI e a eleição do Papa Francisco, O Papa da Ternura nossa Páscoa nos convida à ressurreição imediata na relação com Deus, com a Comunidade de Fé, Oração e Amor e com os porões de nossa intimidade. Deixemo-nos envolver pelos aromas da ressurreição no esforço hodierno de configurarmo-nos cada dia mais com o centro de nossa vida, apaixonando-nos por Aquele que nos move a ser melhores do que somos, Jesus Cristo vivo e ressuscitado no meio de nós!
            Feliz e santa Páscoa a todos! Cheio de ternura, o abraço amigo e sempre fiel,

Padre Gilberto Kasper
(Ler At 10,34.37-43; Sl 117(118); Cl 3,1-4 e Jo 20,1-9 ou nas Missas Vespertinas: Lc 24,13-35. Na Missa do Dia pode-se também proclamar o Evangelho da Vigília Pascal: Mc 16,1-7. Por estarmos no ano B, conduzidos por Marcos, sugerimos que seja feita esta escolha pelo evangelista do ano.)


Fontes: Liturgia Diária da Paulus de Abril de 2015, pp. 49-52 e Roteiros Homiléticos da Páscoa (abril de 2015) da CNBB, pp.45-52.

TRIDUO PASCAL – OS TRÊS DIAS SANTOS

Pe. Gilberto Kasper


Mestre em Teologia Moral, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Docente na Faculdade de Ribeirão Preto do Grupo da UNIESP, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto, Presidente do Fraterno Auxílio Cristão e Jornalista.


Os três dias, que vão da tarde da quinta feira à tarde do domingo (Calendário Romano 19) constituem o tríduo “da morte, da sepultura e da ressurreição” do Senhor. Na origem, a sexta e o sábado foram caracterizados pelo jejum, o domingo pela alegria, sem que houvesse qualquer celebração a não ser a vigília. Desse ponto de vista, não se pode dizer que o triduo seja uma extensão da vigília. Ele constitui uma realidade essencial e pressuposta para que a noite pascal se revista plenamente de seu sentido: com efeito, ela é a passagem do jejum à festa, como foi, para o Cristo, a passagem da morte à vida.

A eucaristia da quinta feira santa, centrada na instituição do mistério e no lava-pés, tendo como fundo a tradição e a agonia é por si mesma bastante eloquente.

            A celebração não eucarística da sexta feira santa (Palavra, Oração Universal, Veneração da Cruz e Comunhão) tem por fim introduzir mais profundamente no mistério pascal e preparar a comunidade para a Vigília Pascal.

            No centro, acha-se a Vigília Pascal, que celebra toda a história da salvação, culminando na morte e ressurreição do Cristo. Ela comporta uma Celebração com o Rito da Bênção do Fogo Novo, a Preparação do Círio Pascal, a Proclamação da Páscoa, a Liturgia da Palavra e Batismal (com a renovação das Promessas Batismais) e a Liturgia Eucarística. É “a mãe de todas as Vigílias e Celebrações”!

            Nesta quinta feira santa, às 9 horas, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, concelebraremos a Missa da Unidade com a Bênção dos Santos Óleos, presidida por nosso Arcebispo Metropolitano, Dom Moacir Silva. É também nesta ocasião que os Presbíteros renovam diante do Arcebispo e do Povo de Deus reunido, suas promessas sacerdotais.

 Já em nossa Igreja Santo Antoninho, na Avenida Saudade, 202, nos Campos Elíseos, celebraremos o Triduo Pascal, iniciando na quinta feira santa às 19 horas as Instituições dos Sacramentos da Eucaristia, da Ordem e da Humildade (o Lava-Pés). A celebração da Paixão e Morte do Senhor será na sexta feira santa (Dia de Jejum e Abstinência e Coleta para a Conservação dos Lugares Santos) às 17 horas. A Vigília Pascal no sábado santo será às 19 horas. No domingo da Ressurreição do Senhor, celebraremos as Missas como de costume as 8 e 10 horas, seguindo a celebração dos Batizados às 11h30.


            Durante os dias da Semana Santa levaremos o Sacramento da Reconciliação aos nossos amados Enfermos e Idosos, que já não poderão participar das celebrações em nossa Reitoria. Assim, seremos para eles A Igreja do Ir! Desejamos a todos, com profunda ternura feliz e santa Páscoa!