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quarta-feira, 22 de julho de 2020

“PANDEMIAS DE ESTIMAÇÃO”!


Padre Gilberto Kasper é Mestre em Teologia Moral, Licenciado em Filosofia e Pedagogia, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Docente no CEARP – Centro de Estudos da Arquidiocese de Ribeirão Preto, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Assessor da Pastoral da Comunicação, Pároco da Paróquia Santa Tereza de Ávila e Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista. Contato: pe.kasper@gmail.com

“Ele foi chegando entre nós devagarinho, ninguém se deu conta que o bichinho quase invisível seria uma bomba que geraria a destruição desmedida que nossa geração conheceu. Surgido numa das maiores economias do mundo, o novo Coronavírus, a Covid-19 matou mais de um milhão de gente na face da terra. Um horror da época moderna com as grandes descobertas da medicina, dos ácidos antirrugas, das técnicas de retardamento de envelhecimento que atualmente se revelam coisas mais sem sentido num contexto de pandemia no século XXI, cem anos após a gripe espanhola ter dizimado uns milhões de habitantes da face da terra.

Entretanto, estas moléstias que nos incomodam enquanto não temos um remédio eficaz contra elas, uma vacina contra o seu poder letal ou algo que o valha, constatamos que ao longo de séculos ou milênios convivemos com epidemias tão letais quanto a atual que enfrentamos, moléstias deletérias das capacidades mais necessárias para uma boa convivência e que não são eliminadas com álcool de nenhuma graduação nem mesmo se administrado via oral. Essas moléstias de que falo são persistentes porque alguns dos acometidos por elas se sentem muito bem e não veem motivo para preocupação. Porém, o mal que estas causam é igualmente devastador. E, como tais males existem há gerações, entendo que são “males de estimação”. Todavia já existe o antídoto para essas práticas horrorosas e viciosas, algumas das quais elenco a seguir.

            O egoísmo é uma doença que leva a um desvio de conduta aos que pensam que “eu” é mais importante que “nós” ou que os “outros” classificando-os como excedente útil. Egoístas são ignorantes em matéria de amar; são míopes que sós conseguem olhar para o próprio umbigo e não conseguem ver um palmo adiante do nariz.

            Outro mal grave é a indiferença que transforma as pessoas a partir da memória sem doença, ou seja, apagam todos os que já conheceram; desligam os sentimentos e afeições igualando pessoas a coisas e descartando os que acham inúteis. A indiferença torna a pessoa “fria” antes mesmo de morrer.

            A ganância e a avareza são males profundos que se enraízam no íntimo das pessoas apegadas ao dinheiro, aos bens, ao lucro que fecha o coração ao amor fraterno. Pessoas gananciosas não conjugam alguns verbos como amar, servir, doar pois, veem as pessoas como despesa desnecessária. Escravas do que possam amealhar, não se doem pelo sofrimento dos outros; classifica como “dano colateral”.

            Há também o mal do orgulho que infecta corações e mentes de pessoas fracas que não se sentem semelhantes aos demais. Se colocam acima dos demais por pensar que já nasceram superiores, sabem tudo, entendem de tudo, entretanto sofrem de uma síndrome chamada “delírio de onipotência” visto que não sabem que são pobres, cegos e estão nus (cf. Ap 3,17); são grandes monumentos com pés de barro e não resistem a uma enxurrada…
            Poderia ainda citar outros males que ao longo da história serviram para incendiar e destruir a convivência respeitosa entre pessoas, povos e nações e contribuíram para acirrar discórdia e divisão. Todavia existe remédio para todos esses males; vacinas testadas com aprovação em todos os níveis de experimento que não tem custo algum, aliás, a sua aplicação diária serviria inclusive para melhorar os relacionamentos e as amizades entre pessoas e grupos. O remédio é simples e a dose deve ser diária e constante visto que os males podem reaparecer sem aviso prévio.

            Como todo tratamento, quem sofre desses males precisa tomar consciência de que padece e impõe a seus parentes, amigos, conhecidos e colegas um pesado fardo. A cura vem em doses homeopáticas e o medicamento não precisa ser importado pois cada pessoa o carrega dentro de si. Mais doses são aplicadas conforme aumenta o nível de compreensão, fraternidade, sinceridade, caridade e se tem em conta a espiritualidade como constitutiva do ser humano. Dentro de nós está o princípio ativo do remédio que começa a curar o mundo: o amor! “Tudo aquilo que quiserdes que os outros vos façam, fazei vós a eles”, ensinou o Mestre e nosso Senhor (cf. Mt 7,12). E explicitado por são Paulo quando diz que ao mal se responde com o bem (cf. Rm 12,20). O mandamento do amor é o remédio mais simples, mais barato, mais fácil de ser encontrado e que produz efeito para longas e incontáveis gerações (cf. Jo 15,12)”.

(Parceria e artigo partilhado por Pe. João Paulo Ferreira Ielo, Pároco da Paróquia Imaculada Conceição de Mogi Guaçu – SP)

quarta-feira, 15 de julho de 2020

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS - DÉCIMO-SEXTO DOMINGO DO TEMPO COMUM


Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!
“Deus quem me ajuda, é o Senhor quem defende a minha vida.
Senhor, de todo o coração hei de vos oferecer o sacrifício
e dar graças ao vosso nome, porque sois bom” (Sl 53,6.8).


             A Palavra de Deus do Décimo-Sexto Domingo do Tempo Comum encaminha-nos à Paciência de Deus para com a Humanidade! A Eucaristia, fonte e ápice da vida cristã nos ajuda a penetrar nos pensamentos de Deus, com frequência, bem diferentes dos nossos. Na liturgia deste domingo, o Pai paciente e misericordioso vem em nosso auxílio para que, embora convivendo com o joio, não desistamos da construção do seu reino.
            Deus espera pacientemente a conversão do pecador. Orando no Espírito como filhos e filhas de Deus, deixamo-nos iluminar pela sua palavra, que não nos permite julgar e agir precipitadamente.
            O poder de Deus se mostra na capacidade de perdoar. Devemos aprender com Jesus a ser pacientes e perseverantes na construção do reino. O Espírito Santo nos auxilia em nossas fraquezas.
            Apesar de nossas infidelidades, Deus é paciente conosco. Pelo memorial do amor de Cristo, o Pai continua demonstrando sua confiança de que nosso joio não sufocará a boa semente do reino.
            Embora criaturas prediletas de Deus, porque criados à Sua imagem e semelhança, temos nossas imperfeições. Não há quem seja totalmente bom ou totalmente mau. Temos nossos defeitos e qualidades; nossas virtudes e pecados. Gosto de pensar que não são nem pecados e nem boas ações que nos levarão diante de Deus, porém, o esforço que empreendermos para sermos bons. O querer ser sempre melhor hoje do que ontem, parece-me ser nossa tarefa. Não me refiro a ser melhor do que os outros, mas ser bondoso. Talvez sejamos convidados a perguntar-nos ao que mais nos identificamos em nossas relações humanas? Ao Joio ou Ao Trigo?
            Somente quem faz a experiência da bondade, sabe o quanto é bom ser bom!
            Muitas vezes nos deferimos o direito de julgar, condenar e determinar a sentença sobre os outros. Isso só Deus tem direito de fazer. Ninguém tem o direito de ser “deus” sobre o outro. Porém, todo cristão tem o dever de ser bom, humilde e misericordioso para com o outro. Por isso, é preciso aprender de Deus a PACIÊNCIA que Ele tem para conosco. Quantas vezes escondemos nossos erros atrás dos erros dos outros? Ser joio significa ser diabólico e ser trigo, significa ser angelical em nossas relações. É muito frequente entre nós, os cristãos, falarmos mal dos erros dos outros, difamando-os. Feio mesmo é quando escondemos nossas fraquezas e incapacidades atrás dos deslizes dos outros. Há quem não consegue alegrar-se com o êxito alheio e deixa, por isso, corroer-se pela inveja, que é um mal horroroso entre nós. Oxalá busquemos na força dos dons do Espírito Santo, o êxito de nossa conversão, coerência e misericórdia para com quem nos magoa, surra, machuca ou prejudica. Não acredito que “perdoar é esquecer”; antes, “perdoar é lembrar sem rancor, sem mágoa, com coração misericordioso e tomado de paciência para com quem pecou!...” Quem esteve atento às Homilias do Papa Francisco nas Celebrações da Casa Santa Marta em Roma, deverá ter ouvido iguais alocuções. Há muitos anos tenho insistido na necessidade de superarmos, principalmente a Inveja Clerical para sermos melhores servidores do Senhor!
            A Palavra viva de Deus, que é Jesus mesmo, vem iluminar uma série de questões que nos colocamos com frequência e que, com certeza, eram propostas no tempo em que foi escrito o evangelho: Por que o bem e o mal se apresentam juntos? Por que é que Deus permite que haja imperfeição, o mal, o pecado, mesmo nas Comunidades mais perfeitas? Com todos os meios deixados por Cristo para atingir a perfeição, por que tantos maus discípulos?
            Basta olhar um pouco a realidade que nos cerca: injustiças, corrupção, violência, miséria, fome, doença, morte, para sentir logo os desafios que a vida apresenta. E mesmo que nos joguemos com toda generosidade no trabalho pastoral, constatamos que nossos esforços tantas vezes trazem poucos frutos e muitas desilusões. E acabamos perguntando: Por quê? Vale à pena? Por que Deus não se manifesta de forma mais incisiva? Se a causa do Reino é justa e válida, porque é tão difícil mudar as estruturas? Será que nossas pastorais são estéreis, frutos de nossa ilusão? A Palavra de Deus deste domingo poderá ajudar-nos a ver, julgar e agir melhor, fortalecendo nossas opções em favor da liberdade e vida. O Espírito vem socorrer nossa fraqueza, tornando-se a súplica de quantos lutam por um mundo melhor.
            Quando Jesus fala do joio semeado pelo inimigo no meio do trigal, ele se refere às pessoas e estruturas injustas que crescem junto com a semente do Reino.
            Temos muito a aprender com a paciência de Deus. Ele não é apressado. Ele é calmo, tranqüilo, não se estressa. Ele dá um tempo. Nós é que somos impacientes, intolerantes, dominadores para com os outros, cobrando resultados imediatos. Deus é diferente. Deus tem tanto poder, que ele domina a si mesmo... Não é escravo de seu próprio poder. Sabe governar pela paciência e o perdão. Seu reino é amor, e este penetra aos poucos, invisivelmente, como o fermento. Impaciência em relação ao Reino de Deus é falta de fé. O crescimento do Reino é mistério, algo que pertence a Deus.
            A Palavra nos mostra o grande respeito que Deus manifesta pela liberdade das pessoas. Deus semeia o bem no campo do mundo. Mas não força ninguém a receber o presente. Deixa conviver o mal com o bem. Existe um desenvolvimento, um crescimento. Este fenômeno verifica-se não só dentro da Comunidade. Existe também dentro de cada pessoa. Importa que cultivemos com paciência o bem. Ele não se impõe. É como o grão de mostarda. Pequenino, vai se desenvolvendo e aparece como arbusto vistoso. O bem é comparado ainda ao fermento que, invisível, acaba transformando toda a massa. Assim é o Reino de Deus. Não se impõe de fora, mas age a partir de dentro, pela ação do Espírito Santo.
            Insisto comigo mesmo que obtenhamos frutos saborosos em nossas relações humanas e diante de Deus, no uso do dom gratuito da liberdade, esforçando-nos pela conquista da CONVERSÃO, COERÊNCIA e BOM SENSO sempre!
            Desejando-lhes muitas bênçãos, com ternura e gratidão, o abraço amigo,

Pe. Gilberto Kasper
(Ler Sb 12,13.16-19; Sl 85; Rm 8,26-27 e Mt 13,24-43)
Fontes: Liturgia Diária da Paulus de Julho de 2020, pp. 74-82 e Roteiros Homiléticos da CNBB do Tempo Comum I (Julho de 2020) pp. 45-49.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS - DÉCIMO-QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM


Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!
“Contemplarei, justificado, a vossa face;
e serei saciado quando se manifestar a vossa glória” (Sl 16,15).


            Neste Décimo-Quinto Domingo do Tempo Comum, celebramos mais uma vez a páscoa de Cristo, a qual se manifesta nas comunidades que vivem a Palavra de Deus e nos corações que se deixam transformar por ela. Nosso coração quer ser terreno fértil para acolher a mensagem de vida e liberdade semeada por Jesus.
            Assim como a terra fértil recebe a semente e a faz germinar e crescer, vamos acolher a Palavra de Deus, que Jesus deseja semear em nosso coração.
            A Palavra de Deus tem muita força. A semente da palavra tem tudo para crescer e frutificar, mas precisa ser acolhida num coração aberto e generoso. Nós e a criação inteira ansiamos pela libertação de toda escravidão.
            Jesus, como semente lançada à terra, frutificou e faz-se pão para nosso alimento. Participar da Eucaristia significa acolher a semente da palavra viva.
“Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galileia”. Uma multidão se reuniu em torno dele. Como estavam à beira do mar, Jesus entra numa barca para, de lá, falar àquele povo todo. Fala em parábolas. Entre elas, conta a parábola do agricultor fazendo a semeadura. Gosto de pensar que a madeira está sempre presente na vida de Jesus: nasceu numa manjedoura de madeira entre animais e foi adorado primeiro pelos pastores, depois pelos magos; trabalhou com seu pai adotivo, marceneiro e, que lidava com madeira na infância; tomou um barco de madeira do qual fez sua Mesa da Palavra, proclamando, anunciando, explicando a Palavra de Deus, comparando-a a semente semeada na terra boa dos corações dóceis ao Seu convite de produzir frutos saborosos de amor, verdade, justiça, liberdade e de paz. Finalmente, Deus reservou um Madeiro a Cruz, como trono que O glorificou.
            O que será que Deus está a nos dizer, ao insistir sobre a importância de sua Palavra?
            Em primeiro lugar, é bom lembrar que, para a linguagem bíblica, essa Palavra é muito mais que um som vocálico, pois manifesta a própria essência de Deus: ele fala libertando. De fato, a Palavra (em hebraico: dabbar)... é bem mais que a pronúncia de sons; esse termo significa o que está por trás, ou seja, o coração, a força, a essência de quem fala. A Palavra de Deus, portanto, é a própria essência de Deus que age nos acontecimentos, transformando tudo em libertação e vida. Ele é capaz de, mediante sua Palavra, criar o mundo, pondo ordem no caos (cf. Gn 1). Muito mais quando o povo vive numa situação de morte, bem pior que a terra árida, sua Palavra fecundará novamente a vida desse povo, resgatando-o da situação de não vida em que se encontra.
            Quando Jesus conta a parábola do semeador, ele está falando de si mesmo. Ele é a própria Palavra vida do Pai, agora encarnada (cf. Jo 1,14), ou seja, ele é o verdadeiro acontecimento divino de salvação no meio de nós, a presença viva do mistério salvador do Pai. Por isso, Jesus diz a seus discípulos: “Felizes vós, porque vossos olhos vêem e vossos ouvidos ouvem. Muitos profetas e justos desejaram ver e ouvir o que vedes e ouvis, e não viram nem ouviram(Mt 13,16-17).
            Acontece que a própria Palavra, que é Jesus, nos leva pela parábola a constatar uma triste situação: diante deste acontecimento de salvação que ele é, existem pessoas que ouvem e veem exteriormente, mas não percebem interiormente o que este acontecimento significa. São os de “coração insensível”, gente tão fechada, travada, cheia de máscaras e couraças criadas pelos apegos e pelas preocupações deste mundo, que ouve de má vontade e fecha seus olhos, para não ver nem ouvir, nem compreender com o coração, perdendo a chance de se converter e ser curada pela Palavra (cf. v. 15). A Palavra não cria raízes em tais pessoas. E as causas de tudo isso, onde estão? Jesus mesmo as expõe no evangelho deste domingo: é “o maligno” (isto é, as forças contrárias a Jesus e ao Reino de Deus), a superficialidade, a desistência na hora da dificuldade, as “preocupações do mundo e a ilusão da riqueza”. Tais causas, ainda hoje são as mesmas: a estratégia das forças antievangélicas, consumismo, idolatria da riqueza.
            Graças a Deus, há, entretanto, gente que ouve a Palavra e a compreende. São pessoas, cujo corpo é um chão aberto, generoso, preparado... num coração acessível e profundo ao mesmo tempo.
            Pessoas simples que, por serem assim, acolhem e assimilam facilmente e em profundidade a Palavra (isto é, o acontecimento salvador chamado Jesus) e produzem abundantes frutos de solidariedade, justiça e paz. Até que ponto somos tais pessoas?
            Importa, pois, prepararmos o chão dos corações para que possam receber a Palavra: combater os fatores de “endurecimento” (dominação ideológica, alienação, consumismo, culto da riqueza e do prazer etc.). Em vez do fascínio dos sempre novos (e tão rapidamente envelhecidos) objetos do desejo, a formação para a autenticidade e simplicidade, a educação libertadora com vistas ao evangelho. Então a Palavra, que desce como a chuva do céu, poderá penetrar no chão e fazer a semente frutificar.
            Vale a pena todo esse trabalho de conversão e assimilação da Palavra que é Jesus, o Cristo, ressuscitado, em nossos corpos. Vale a pena sermos assíduos nesse trabalho, pois, como ouvimos na segunda leitura, “os sofrimentos do tempo presente nem merecem ser comparados com a glória que deve ser revelada em nós”. De fato, junto conosco toda a criação espera ser libertada da escravidão e, assim, participar da liberdade e da glória dos filhos de Deus. Com a graça de Deus, um dia vamos chegar lá.
            Lançamos a semente da Palavra de Amor de Deus! Somos convidados a examinar que tipo de terreno é o nosso coração para acolher e deixar frutificar nas entranhas de nossa intimidade tamanho AMOR!
            Desejando a todos muitas bênçãos, com ternura e gratidão, nosso abraço amigo,
Pe. Gilberto Kasper
(Ler Is 55,10-11; Sl 64; Rm 8,18-23 e Mt 13,1-23).
Fontes: Liturgia Diária da Paulus de Julho de 2020, pp. 49-56 e Roteiros Homiléticos da CNBB do Tempo Comum I (Julho de 2020) pp. 40-44.