Pesquisar neste blog

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

A CRISE É MORAL!

 A CRISE É MORAL!




Todos os dias acompanhamos pelos diversos veículos de comunicação, que a Corrupção no Brasil continua em pauta! São criativas formas de corrupção aqui e acolá. Na verdade, sempre são os brasileiros que devem sacrificar-se hoje por um Brasil fortalecido e melhor de amanhã? Não me compete julgar pessoas, mas me enfurece a afirmação de integrantes dos Governos, não só do Brasil, mas também do mundo globalizado, de que somos todos responsáveis por um futuro melhor, enquanto quem paga os rombos desviados de todos os lados, é na verdade o trabalhador e a trabalhadora honestos; aqueles que pagam suas contas em dia, como também os mais altos impostos do mundo inteiro. A Crise é Moral!


Por acaso foi o povo brasileiro que “roubou descaradamente” a Nação? Os escândalos da corrupção e da ladroeira se escondem atrás dos ternos de figuras, eleitas sim, pelo povo brasileiro, mas que a cada dia mais aparecem como traidores de seus eleitores. Não entendo nada de economia. Apenas sei que não se pode “dar o passo maior do que é a perna”! Não consigo entender como o dinheiro comprovadamente roubado de inúmeras Estatais demora tanto para ser ressarcido. Não deveria ser este dinheiro a retornar aos seus devidos lugares? Por que sempre o povo é obrigado a pagar a conta? Por que não acontecem verdadeiras contenções de despesas no Governo Federal, Estadual e Municipal? Para grandes e megalomaníacos projetos sempre há verba disponível. Mas para Projetos Sociais, Educação, Saúde e Segurança faltam verbas. Já sei: “Quando se encurta uma calça, corta-se nas barras das pernas e nunca na cintura...”.


Pior de tudo isso, é devolver as fortunas antes julgadas desviadas dos cofres públicos, aos ex-condenados e de repente, no entendimento de alguns Ministros do Supremo Tribunal Federal, intitulá-los inocentes pelos mesmos Ministros que os julgaram e até mesmo lhes negaram inúmeras vezes os tais Habeas Corpus! Me perdoem os que pensam diferente, mas eu não tenho mais dúvidas de que o Supremo já não é mais tão supremo assim. E tenho muito cuidado, porque estou convicto de quem não é de Deus cai. Um dia cai e feio!


A disparidade entre salários mínimos e salários aos aposentados em relação aos salários de nossos nobres políticos, é gritante e impõem uma injustiça que clama aos céus. Eles, os políticos em sua grande maioria, falam de bilhões de reais com tamanha naturalidade, sem nenhum escrúpulo, mesmo que tais verbas sejam provenientes da corrupção generalizada, as custas de um povo trabalhador honesto que sobrevive com migalhas 


   A corrupção está nas grandes fortunas! Sejamos mais conscientes e pensemos não na Política Personalista, mas no Bem Comum de cada Brasileiro! Não é justo que os pobres paguem a conta. A crise não é só econômica e política. Antes, a Crise é Moral! Ao invés de exigir sacrifícios dos pobres, devolvam-se os vultosos desvios de verbas dos cofres públicos. Quem rouba um pobre, merece uma pedra de moinho no pescoço e fundo do mar!


Não podemos reeleger pessoas que não nos representam no Congresso. Políticos que só pensam no próprio metro quadrado, sem escrúpulos e que enriquecem ilicitamente da noite para o dia. Frequentemente ouvimos de lábios de nossos Legisladores afirmações como: “O Congresso não é obrigado a ouvir o povo. Isto aqui não é como cartório onde a gente carimba o que o povo está pedindo”. A questão nem é “carimbar o que o povo está pedindo”, mas urgentemente legislar sobre o que o Povo está precisando: de maior dignidade e respeito por parte dos homens e mulheres que vivem uma vida privilegiada em detrimento dos que os elegeram. “Quem não vive para servir, não serve para viver” tantas mordomias!


Pe. Gilberto Kasper

          Teólogo


quarta-feira, 19 de agosto de 2026

O MÍNIMO DE EDUCAÇÃO!

 

O MÍNIMO DE EDUCAÇÃO!


 
Já não consigo mais assistir às sessões do Senado Federal e da Câmara dos Deputados da República sem provocar nos porões de minha intimidade um sentimento de vergonha, temperado com raiva e indignação. Quanta falta de Mínimo de Educação!

Já perguntei a centenas de pessoas em qual Senadora ou Senador, Deputada ou Deputado Federal votaram. Para meu espanto, de cada cem pessoas apenas três lembram. Logo colhemos os frutos (votos) que plantamos (votamos) nas últimas eleições. Alguns ainda insistem em votar em políticos de ficha suja, desde que lhes sejam simpáticos, “bons de lábia”, mesmo que não pensem no País e muito menos no Povo, o mais surrado tanto pelos altíssimos impostos que paga todos os dias, seja pela indigência à qual é obrigado a sobreviver. Eis a primeira falta de Educação de Berço! Enquanto não exercermos nossa cidadania, enquanto não formos verdadeiros políticos (não penso em politiqueiros) que pensem no Bem Comum e não individual, assistiremos aos embates que envergonham profundamente nosso Congresso Nacional. Lá estão Mulheres e Homens que só sabem gritar, não sabem perder, que só pensam no próprio “metro quadrado” no qual se movem, ou seja, seu partido, sua demagogia e porque não dizer teimosia em continuar “colado” numa cadeira que lhes garanta impunidade, prestígio e que não servem para representar e muito menos servir aqueles que os elegeram.

A incoerência da maioria dos Congressistas é o que os move para garantirem os votos necessários nas próximas eleições. A maioria é promíscua ao querer perpetuar-se no poder, nem que para isso tenham de vender a própria honra, a palavra empenhada e o respeito pelo diferente, desrespeitando escancaradamente o Povo, especialmente, ingênuo e que vota por ser obrigado a votar simplesmente. Algumas sessões em meio à crise política, ética e moral, são movidas de tamanho desrespeito, que mais parecem “bandidos engravatados” querendo dar lições de moral, quando eles próprios são tão corruptos quanto aos que acusam.

A falta de Mínimo de Educação de nossos Deputados Federais e Senadores mostra exatamente ao que vieram: enriquecer com propinas, barganhas, cargos e corrupção sistêmica e institucionalizada. Nossa Classe Política carece de voltar às origens para readquirirem a verdadeira Educação de Berço, recebida ou não desde a infância. Já cada um de nós, eleitores, deveríamos discernir o “joio do trigo” e varrer do Congresso Nacional todos envolvidos em algum comportamento ilícito, desde o mais simples deslize ao mais grave crime cometido. Estejamos atentos ao que afirmam juristas e cientistas políticos sérios e que pensam num Brasil mais justo e fraterno, excluindo através do voto, o que chamam de “Organização Criminosa”. Através do voto, do diálogo e do respeito pelos que pensam diferente de nós. Sejam as manifestações civilizadas e não mentirosas, violentas e criminosas, como temos assistido em tempos recentes.  Quem grita e ofende o próximo, não é menos “bandido” dos que os motivam às manifestações violentas e não pacíficas. É possível dialogar em paz. Para isso, basta O Mínimo de Educação!

Pe. Gilberto Kasper

          Teólogo

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

A FAMÍLIA É OBRA DE AMOR DO CRIADOR!

 

A FAMÍLIA É OBRA DE AMOR DO CRIADOR!


 

             

 Aproxima-se o Dia dos Pais, que abre, no mês vocacional, a SEMANA DA FAMÍLIA. A Igreja nos conclama a revermos os valores de nossa Família, colocada de bruços nas últimas décadas. Precisamos salvar nossa Família, engolida pelo tripé de contra-valores do consumismo, hedonismo e individualismo, devolvendo-lhe a dignidade e atribuindo-lhe a responsabilidade confiada pelo próprio Criador, que a constituiu célula da sociedade. Deus viu que era bom pertencer a uma Família, tanto que quis uma para si. O Povo de Deus, a Igreja de Jesus Cristo identifica-se em torno de um espaço sagrado, o Templo; em torno de uma mesa, a Eucaristia. A Família precisa retomar os valores que a identifiquem como tal e deixar de ser uma simples "pensão melhorada", onde ninguém se compromete com ninguém. À luz da Sagrada Família, somos convidados a promover nossas famílias, principalmente as que passam por problemas e dificuldades. Na Família pensada por Deus para nós, um é Anjo da Guarda do outro, porque Deus criou a família por puro amor!

               No Dia dos Pais seria bom refletirmos a Vocação à Paternidade, que tem sido desfigurada com a ausência paterna no seio de tantas Famílias. Quantos Pais que não assumem a Paternidade, outros abandonam suas Famílias e outros ainda remetem a responsabilidade paterna às mães abandonadas à própria sorte. Outros, ainda, sentem-se engolidos pela Cultura da Sobrevivência e acabam entregues à sorte de inúmeros tipos de dependências: químicas, alcoólicas, falta de trabalho e oportunidades dignas, perdendo o que Deus lhes deu de mais precioso: a própria Família.

               A Festa da Epifania do Senhor é uma de quatro grandes manifestações que tratam de Deus feito Pessoa. As três outras manifestações acontecem na visita dos pastores ao recém-nascido na manjedoura em Belém, no batismo de Jesus por João Batista no Rio Jordão, e na Sua Transfiguração no Monte Tabor diante de alguns discípulos. Na segunda manifestação, os Reis Magos visitam o Menino recém-nascido, ainda na gruta de Belém: Baltazar, árabe, levando incenso que representa a divindade do Menino; Belchior, indiano, levando ouro, que representa a sua realeza e Gaspar, etíope, levando mirra, mostrando a humanidade de Deus respirando vida naquele indefeso menino junto de seus pais!

                Somos convidados a ser manifestação de esperança em nosso mundo turbulento, perdido em si mesmo, sem rumo, sem perspectivas, e tantas vezes sem sentido. Uma estrela que conduza as pessoas desesperadas e carentes à Jesus que salva e renova a esperança de que nossas Famílias voltem a reencontrar os verdadeiros alicerces que as sustentem.

 “Que nenhuma Família comece em qualquer de repente. Que nenhuma Família termine por falta de amor. Que a mãe seja um céu de aconchego e ternura, e que o homem carregue nos ombros a graça de um pai. Que a Família comece e termine sabendo aonde vai” (cf. Oração da Família do Pe. Zezinho). Somente assim poderemos acolher o mistério, de que Deus pensou e criou a Família por puro amor!

Pe. Gilberto Kasper

          Teólogo