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quarta-feira, 4 de novembro de 2026

O RESTAURO DA SANTO ANTONINHO SOB NOVA COORDENAÇÃO!

 

O RESTAURO DA SANTO ANTONINHO SOB NOVA COORDENAÇÃO!

 


          Agradecemos profundamente ao Engº José Roberto Hortêncio Romero e seus Colaboradores todos, pelo zeloso trabalho dedicado à restauração da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres, nesses anos, desde 2018. Mesmo com a Pandemia da COVID 19, não mediram esforços para realizar com êxito, inúmeros melhoramentos e obras que assegurassem o Templo em pé e procedessem, de acordo com as normas técnicas contempladas pelo CONPPAC, o reforço estrutural, a completa reforma do telhado e da sala de atendimento, a rampa de acessibilidade, iluminação externa, bem como investimento de segurança: câmaras, alarmes, concertinas e cercas elétricas, já que nossa amada Santo Antoninho, nesses 18 anos e 7 meses em que a sirvo foi alvo de vândalos, tentando roubá-la por 44 vezes. Algumas delas, com êxito, levando objetos litúrgicos e sonoros, embora na maioria das vezes, não passando de tentativas de furtos. A entrada indesejável dos que tentaram e dos que furtaram, sempre ocorreu através do terreno ao lado da Santo Antoninho, a chamada “Vila Emília”, onde a Casa da Amizade da Família Proença da Fonseca ficou destruída com um incêndio ocorrido no dia 07 de setembro de 2019. Esse terreno serve atualmente a Famílias inteiras acampadas, cujos pais são consumidores de entorpecentes. Parece-nos um “advento” de mais uma Favela em nossa cidade, cujo Poder Público demora a tomar providências, já que há mais de dois anos vimos pedindo por socorro.

 

          O Engº José Roberto Hortêncio Romero nos apresentou seu desligamento da causa do Restauro da Santo Antoninho, por escrito, no dia 03 de setembro deste ano, alegando motivos pessoais e profissionais. Acolhemos sua decisão, com o coração repleto de ternura e gratidão. Que Deus o abençoe e o recompense grandemente. Desejamos êxito aos seus projetos pessoais!

 

          Agora o Restauro da Santo Antoninho, a Igreja mais antiga em pé de Ribeirão Preto, cuja pedra fundamental foi fincada em 1892 e a Igreja aberta ao povo de Deus em 1903, está sob nova coordenação. Trata-se da FGN – Arquitetura Técnica BIM da Arquiteta e Urbanista Giselle R. Zardini Nicolau e Frederico Junqueira Nicolau. Com procuração da Arquidiocese de Ribeirão Preto, tanto a Arquiteta Giselle, bem como Frederico Nicolau, se responsabilizaram graciosamente a dar continuidade ao restauro da Igreja, a busca de parcerias, a promoção de eventos arrecadatórios e nem por último ao entrosamento com o CONPPAC, a fim de que tudo aconteça de acordo com as normas técnicas. Além disso o Frederico acompanhará a nova Conta Bancária da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres, aberta após recebermos CNPJ próprio e a autorização da abertura da Conta pela Cúria Metropolitana de Ribeirão Preto. Será feita uma prestação de contas mensal ou extraordinária, com total transparência, quando necessária.

 

          Em nome da Comunidade da Igreja Santo Antoninho, bem como de nossa cidade, que já foi declarada “Capital da Cultura”, somos grandemente agradecidos, de coração, pela generosa disponibilidade de Giselle e Frederico Nicolau, que doravante assumem a coordenação do restauro da Igreja mais antiga em pé de Ribeirão Preto. Outrossim, contamos com a colaboração dos amigos, afetiva ou efetivamente ligados a esta causa nobre, que busca resguardar vários capítulos da história de nossa querida cidade de Ribeirão Preto. Para ajudar-nos a concluir com êxito o restauro da Santo Antoninho, qualquer centavo que possam nossos amigos depositar, será de grande valia. Abaixo divulgamos a nova Chave PIX. Desde já, nossa gratidão e invocação das mais abundantes bênçãos vindas por meio de Santo Antoninho, Pão dos Pobres!

 

Chave PIX: 45.231.560/0106-62

Pe. Gilberto Kasper

          Teólogo

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

OS FIÉIS FALECIDOS!

 

OS FIÉIS FALECIDOS!

 


Neste ano o dia 2 de novembro em que celebramos a Comemoração de todos os fiéis falecidos (Dia de Finados), lembrando e celebrando por todos os nossos fiéis que já partiram, será na segunda-feira. Celebraremos por nossos amados, que nos precedem na eternidade, a Santa Missa na Igreja Matriz da Paróquia Santa Tereza de Ávila, no Jardim Recreio, em Ribeirão Preto às 9 horas. Já o Dia de Todos os Santos será no domingo, dia 1º de novembro. Assim celebraremos essa linda festa da Corte Celestial sábado e domingo às 18 horas na Santa Tereza de Ávila e no domingo às 9 horas na Igreja Santo Antoninho, Pão dos Pobres, na Avenida Saudade, 202, nos Campos Elíesos!

Se há alguns poucos anos falar de sexo abertamente era tabu, hoje é tabu falar em "morte". E o medo da morte continua! A grande certeza que vivemos, é que um dia morreremos, no entanto "morremos de medo de morrer...". Cada vez que a morte passa por perto, ou me encontro diante dela através do exercício de meu ministério, encomendando alguma pessoa falecida, meu questionamento é em relação à vida que levo! A morte é uma excelente oportunidade de melhorar minha qualidade de vida. Geralmente deixamos para depois, as mudanças que talvez tivessem de ser revistas logo. É bom não sabermos o dia e a hora de nossa morte, mas quando vier, e nosso nome ecoar na eternidade, não terá outro jeito, a não ser morrer! Gosto de chamar a morte de nosso terceiro parto. O primeiro acontece quando deixamos o útero materno, que geralmente é aconchegante e delicioso. Talvez por isso a criança, ao nascer chora. O segundo parto, é quando nascemos do “útero da Igreja”, a Pia Batismal, e o terceiro e definitivo parto, é quando partirmos da vida terrena à vida eterna. Por mais difícil que seja viver, ninguém quer partir. A morte dói, nos faz chorar e traz vazio com sabor de saudade inexplicável.

Nossa vida poderia ser comparada a uma viagem de ônibus. Quem ainda não andou de ônibus? Quando nascemos, entramos num ônibus, que é a vida terrena. A única certeza que temos é que há um lugar reservado para nós. Uma poltrona. Não sabemos quem serão nossos companheiros de viagem. Apenas sabemos que a poltrona reservada para nós deverá ser ocupada. Não sabemos quem serão nossos pais, irmãos, amigos, parentes, enfim... Nossa única missão é tornar a viagem a mais agradável possível.

O ônibus, de vez em quando pára na rodoviária. Se a viagem de ônibus é a vida terrena, a rodoviária é a morte. Ninguém gosta da rodoviária: há cheiro de banheiros, de óleo diesel, barulho de ônibus chegando e saindo, ninguém se conhece, muita gente se esbarrando ou até se derrubando. Há sempre uma incerteza, um friozinho na rodoviária que arrepia nossa espinha, que é a morte.  Todos passam pela rodoviária porque precisam, mas não porque gostam. Haverá um momento em que nosso nome será chamado no alto-falante da rodoviária. Então precisaremos descer do ônibus da vida. Se tivermos enviado algum bilhete, uma carta, feito um telefonema ou até mesmo enviado um e-mail, uma mensagem por WhatsApp para a eternidade, avisando nossa chegada, não precisaremos ter medo, porque Deus estará esperando por nós. O bilhete, a carta, o telefonema, o e-mail e a mensagem do Zapp são nossa maneira de viver a fé, a esperança e a caridade através de nossa relação com Deus, conosco e com os outros!

Assim Deus estará esperando-nos na rodoviária da morte. Seremos identificados e acolhidos por Ele, de acordo com o que fomos e fizemos, nunca com o que tivemos. Se Deus não tiver tempo, pedirá ao Seu Filho Jesus para buscar-nos e conduzir-nos à morada eterna. Se de tudo Jesus também não tiver tempo, Nossa Senhora não nos deixará perdidos ou esperando. Ela estará lá, de braços abertos, para receber-nos e levar-nos à presença de Deus, colocando-nos em Seu Eterno Colo de Amor. É o que rezamos sempre: "...rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém!"

Pe. Gilberto Kasper

          Teólogo

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

UM BRASIL CADA VEZ MAIS JUDICIALIZADO!

 

UM BRASIL CADA VEZ MAIS JUDICIALIZADO!

 


          Não sou partidário, até porque os tantos partidos de nosso País dividem, ao invés de somarem, desunem ao invés de unirem o povo tão bom, trabalhador e sofredor de um Brasil tão gigante. Infelizmente constatamos um Brasil cada vez mais judicializado, embora sem moral diante de seus cidadãos por mais patriotas que sejam! Tem-se a sensação de que o Brasil está “de cabeça para baixo, de pernas para o ar”. Afirmar que as Instituições caminham em harmonia e independência, é no mínimo ingênuo, senão diabólico. Há muito não se via tamanha disputa por poder e ganância por blindagem. Que exemplo deixam para nossas crianças e adolescentes?

 

A crise política, econômica, social e ética de nosso País traz uma avalanche de incertezas e já não se sabe mais em quem acreditar, como traçar perspectivas e esperanças, não obstante se saiba que muitas vezes as crises são como que “úteros de esperança”. O que não se prevê, é quando nascerá o fruto desse “útero” e a “esperança” volte a embalar nosso amado e tão explorado povo. Impõe-se o Estado Brasileiro cada vez mais judicializado, porque os Poderes Constituídos: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário disputam entre si. Medem forças; um desfaz o que o outro determina, principalmente no que diz respeito à interpretação ao invés da defesa da Constituição. Impõe-se certa insegurança jurídica, quando farpas e linguagens de baixo nível ocupam o cenário até mesmo entre os Ministros da Suprema Corte. É notório que entre os Ministros do STF há dois grupos: um a favor da “impunidade” e outro a favor da justiça para com o Povo Brasileiro tão “saqueado” por figuras que se sentem blindadas, até porque pagam os melhores advogados com o dinheiro “roubado” dos cofres públicos, dinheiro esse que lhes garante uma vida de ostentação. Riem de suas próprias vítimas e pior, intimidam Juízes que devem julgá-los. O Supremo Tribunal Federal, ao interpretar a Constituição, vai e volta em suas decisões. Ora condena e manda prender, ora solta e anula todo um processo. Pior: os condenados soltos se apresentam como inocentes e vítimas, merecedores de vultuosas indenizações por parte de quem os investigou, julgou e condenou. O Povo jamais compreenderá essa inversão, mesmo que juridicamente sustentada.

 

Os Deputados e os Senadores que formarão o Congresso Nacional são os legítimos representantes do Povo, bem ou mal, eleitos pelo voto direto e livre. Parte deles, as chamadas “raposas do Congresso” não foram reeleitas. Enquanto se afirma que o Executivo é ilegítimo, mas não se promove com zelo e sensibilidade política o bem comum, devolvendo aos brasileiros a dignidade que lhe foi devorada por bilhões de desvios de verbas provenientes de corrupção, propina e tantos outros crimes revelados a “conta gotas” pela imprensa, não se tem moral e muito menos direito de “parar” a vida do Povo que já paga os impostos mais altos do mundo.

Enquanto o Congresso só pensa no próprio umbigo, faz oposição por fazer, tenta obstruir a Justiça aos gritos e se comporta sem nenhum decoro parlamentar, é o Povo simples que sofre e é tratado como se não tivesse cérebro.

Penso que ninguém está acima da lei. O Estado Brasileiro cada vez mais judicializado tampouco tem garantido o lema de nossa Pátria: Ordem e Progresso! Precisamos de uma Reforma tanto política como judiciária urgente.

Mais do que processos criminais, prisões, delações premiadas e ferrenha oposição ao Governo, o Brasil precisa urgentemente reencontrar o caminho da esperança, a fim de que o Povo volte a acreditar em dias melhores numa das mais ricas Nações do mundo, explorada e roubada desde o seu descobrimento. A Cultura da Corrupção não tem seu início no Congresso e nos Cargos que nossos Políticos ocupam. Ela, a corrupção é uma cultura que nasce na educação de berço, entre as barganhas familiares, as negociatas entre pais e filhos. Pais comprando ao invés de cobrar deveres essenciais dos filhos, desde obter boas notas na escola ao colaborar nos pequenos serviços do lar. Enquanto a Família declinar à corrupção doméstica (O que vou ganhar com isso?), será sempre necessário um Brasil cada vez mais judicializado!

Pe. Gilberto Kasper

          Teólogo