NUNCA COMO HOJE SÓ SE
FALA EM BILHÕES!
Me pediram, inúmeros
queridos leitores, que refletisse novamente a questão da corrupção no Brasil.
Corrupção essa, que não inicia no Congresso Nacional ou nas Assembleias
Legislativas, mas no seio das próprias famílias. Quando pais “barganham” com
seus filhos, prometendo premiá-los caso passem de ano na escola, ou obedeçam às
ordens dos mais velhos. Passar de ano na escola, colaborar nos afazeres do lar
e obedecer aos mais velhos, não é nenhum favor, porém obrigação dos filhos,
desde tenra idade. É isso que chamamos de “educação de berço”. Mas nunca como hoje
só se fala em bilhões, quando a questão é de corrupção, de enriquecimento rápido
e ilícito
Todos
os dias acompanhamos pelos diversos veículos de comunicação, que a Corrupção no Brasil continua em
pauta! São criativas formas de corrupção aqui e acolá. Na verdade, sempre
são os brasileiros que devem sacrificar-se hoje por um Brasil fortalecido e
melhor de amanhã? Não me compete julgar pessoas, mas me enfurece a afirmação de
integrantes dos Governos, não só do Brasil, mas também do mundo globalizado, de
que somos todos responsáveis por um futuro melhor, enquanto quem paga os rombos
desviados de todos os lados, é na verdade o trabalhador e a trabalhadora
honestos; aqueles que pagam suas contas em dia, como também os mais altos
impostos do mundo inteiro.
Por
acaso foi o povo brasileiro que “roubou
descaradamente” a Nação? Os escândalos da corrupção e da ladroeira já não
se escondem mais atrás dos ternos de figuras, eleitas sim, pelo povo
brasileiro, mas que a cada dia mais aparecem como traidores de seus eleitores.
Não entendo nada de economia. Apenas sei que não se pode “dar o passo maior do
que é a perna”! Não consigo entender como o dinheiro comprovadamente roubado de
inúmeras Estatais demora tanto para ser ressarcido. Não deveria ser este
dinheiro a retornar aos seus devidos lugares? Por que sempre o povo é obrigado
a pagar a conta? Por que não acontecem verdadeiras contenções de despesas no
Governo Federal, Estadual e Municipal? Para grandes e megalomaníacos projetos
sempre há verba disponível. Mas para Projetos Sociais, Educação, Saúde e
Segurança faltam verbas. Já sei: “Quando se encurta uma calça, corta-se nas
barras das pernas e nunca na cintura...”.
Pior
de tudo isso, é devolver as fortunas antes julgadas desviadas dos cofres
públicos, aos ex-condenados e de repente, no entendimento de alguns Ministros
do Supremo Tribunal Federal, intitulá-los inocentes pelos mesmos Ministros que
os julgaram e até mesmo lhes negaram inúmeras vezes os tais Habeas Corpus!
Me perdoem os que pensam diferente, mas eu não tenho mais dúvidas de que o
Supremo já não é mais tão supremo assim. E tenho muito cuidado, porque estou convicto
de quem não é de Deus cai. Um dia cai e feio!
A
disparidade entre salários mínimos e salários aos aposentados em relação aos
salários de nossos nobres políticos, é gritante e impõem uma injustiça que
clama aos céus. Eles, os políticos em sua grande maioria, falam de bilhões de
reais com tamanha naturalidade, sem nenhum escrúpulo, mesmo que tais verbas
sejam provenientes da corrupção generalizada, as custas de um povo trabalhador
honesto que sobrevive com migalhas
“A corrupção está
nas grandes fortunas”! Sejamos mais conscientes e pensemos
não na Política Personalista, mas no Bem Comum de cada Brasileiro! Não é justo que os pobres paguem
a conta. A crise não é só econômica e política. Antes, a Crise é Moral! Ao
invés de exigir sacrifícios dos pobres, devolvam-se os vultosos desvios de
verbas dos cofres públicos. Quem rouba um pobre, merece “uma pedra de moinho no
pescoço e fundo do mar”!
Não
podemos reeleger pessoas que não nos representam no Congresso. Políticos que só
pensam no próprio metro quadrado, sem escrúpulos e que enriquecem ilicitamente
da noite para o dia. Frequentemente ouvimos de lábios de nossos Legisladores
afirmações como: “O Congresso não é obrigado a ouvir o povo. Isto aqui não é
como cartório onde a gente carimba o que o povo está pedindo”. A questão nem é
“carimbar o que o povo está pedindo”, mas urgentemente legislar sobre o que o
Povo está precisando: de maior dignidade e respeito por parte dos homens e
mulheres que vivem uma vida privilegiada em detrimento dos que os elegeram. “Quem
não vive para servir, não serve para viver” tantas mordomias!
Pe. Gilberto
Kasper
Teólogo