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terça-feira, 24 de outubro de 2017

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS - TRIGÉSIMO DOMINGO DO TEMPO COMUM


Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!
“Exulte o coração dos que buscam a Deus.
Sim, buscai o Senhor e sua força,
procurai sem cessar a sua face” (Sl 104,3s).

            Neste Trigésimo Domingo do Tempo Comum, nos reunimos para celebrar novamente, a páscoa de Jesus e buscar a face de Deus, que se revela no rosto sofrido dos pobres e oprimidos. Amando os irmãos sofredores, amamos o próprio Deus. A eucaristia é a expressão da ternura misericordiosa do Pai para com todos.

            As leituras nos convidam a amar a Deus acima de tudo e nos comprometem a amar os necessitados. O amor a Deus e o amor ao próximo são inseparáveis.

            Deus nos convida a defender a vida dos pobres e esquecidos. Os dois amores da vida, Deus e o próximo: amando um, estaremos amando o outro. É importante que a comunidade saiba fazer memória da sua caminhada.

            Neste domingo, Dia Nacional da Juventude, celebramos especialmente em comunhão com os jovens.

            Na certa, temos uma situação que nos incomoda e mexe com o nosso modo de anunciar e celebrar com a comunidade o memorial da páscoa de Jesus. Como interpretar e viver nos dias de hoje a Palavra de Deus proclamada na liturgia?

            No Dia do Senhor, o Domingo, nos reunimos para nos encontrar com Deus. Mas para chegar a Ele é preciso ter feito uma opção e passar pela porta de entrada que é o povo com sua história, suas angústias, esperanças, lutas e privações, pois, Deus não quer um amor distante do povo e intimista.

            O nosso Deus que amamos e juramos fidelidade é o Deus defensor dos pobres. Somos seus aliados na defesa dos excluídos, desprotegidos e rejeitados da sociedade. A nossa religião se firma nesse Deus e cultiva o seu amor pelos últimos da terra.

            Somos reunidos por um Deus que está no meio dos deserdados e iletrados e que nos diz que a porta de entrada na sua amizade passa pelo amor ao povo que sofre e ama. E amar a Deus significa amar esse povo que vive e faz história conosco.

            E a Palavra de Deus nos faz lembrar que ser cristão significa ser missionário do bem, do amor, da justiça. Isso supõe o desmascaramento dos ídolos que mantém o povo à margem da vida e das celebrações que cultivam um deus falso e um culto vazio.

            O compromisso missionário é dos cristãos e das comunidades eclesiais. É dia de oração. Dia de ofertas generosas. Antes de tudo um dia de avaliação pessoal e comunitária. As missões não são apenas uma atividade da Igreja ou um dia do calendário pastoral. A fé que recebemos como dom e bênção não sobrevive nem se sustenta sem o mergulho no compromisso missionário e profético.

            A liturgia nos leva a olhar para o Senhor de braços abertos e olhar fixo no horizonte da missão e nos campos imensos que esperam operários e ceifadores. O que podemos e vamos fazer para contribuir no anúncio da Palavra do Senhor: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma e todo o teu entendimento”. “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. Esses dois mandamentos são a expressão maior da vontade de Deus. É o resumo de toda a Bíblia!

            Ao definir o amor a Deus e ao próximo como a si mesmo, o resumo da lei e de toda a mensagem bíblica, costumo pensar na qualidade desse amor. Vivemos um tempo, em que os contra valores engolem nossa sociedade, levando-a ao consumismo, egoísmo, hedonismo e individualismo. Será que nosso amor tem sabor divino? Enquanto criados à imagem e semelhança de Deus, somos capacitados a amar um amor com sabor de Deus mesmo. Porém, nunca antes houve tanta depressão e descontentamento com nossa imagem. Penso que ao criar-nos à Sua imagem e semelhança, nem régua Deus usou. Moldou-nos segundo Seu amor profundo por cada um de nós, Suas criaturas prediletas. Nem sempre nos damos conta disto. Por isso, penso que amar a Deus e ao próximo como a mim mesmo, implica num terceiro mandamento: amar-me a mim mesmo como Deus me criou e moldou. Isso nem sempre é fácil. Quantas intervenções cirúrgicas plásticas vemos acontecer mundo afora, com a desculpa de melhorar a autoestima? Para mim, não existem pessoas feias, a não ser em suas atitudes, comportamentos e relações com os semelhantes. Logo gosto de dizer assim: amar a Deus e ao próximo como a mim mesmo, do jeito que cada um é, e não como gostaríamos que fosse. Se eu não for capaz de aceitar-me como sou e amar-me do jeitinho como Deus me moldou, também não serei capaz de amar meu próximo e muito menos a Deus.

            Não nos esqueçamos de devolver o envelope da Coleta para as Missões. Mesmo que a Coleta tenha sido semana passada, ainda há tempo, para os que esqueceram. Seja esta coleta o fruto saboroso, a partilha de nossa pobreza em favor das Missões. A coleta não poderá ser uma simples esmola ou migalha, mas um valor considerável que demonstre nossa generosidade. Deixar de consumir algo em favor de quem precisa mais do que nós, agrada o coração de Deus. A indiferença e insensibilidade para com as Missões, desfigura nosso compromisso de sermos uma verdadeira Igreja de Jesus Cristo, totalmente missionária e ministerial.

                        Desejando-lhes abundantes bênçãos, com ternura e gratidão, meu abraço amigo,

Pe. Gilberto Kasper
(Ler Ex 22,20-26; Sl 17(18); 1 Ts 1,5-10 e Mt 22,34-40).

Fontes: Liturgia Diária da Paulus de Outubro de 2017, 92-95 e Roteiros Homiléticos da CNBB do Tempo Comum II (Outubro/2017), pp. 55-59.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS - VIGÉSIMO-NONO DOMINGO DO TEMPO COMUM

DIA MUNDIAL DAS MISSÕES


            Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!
“A missão no coração da fé cristã”!

A Palavra de Deus do Vigésimo-Nono Domingo do Tempo Comum, Dia Mundial das Missões e da Obra Pontifícia da Infância Missionária nos desafia a não separar a liturgia da vivência cotidiana. Com a frase-resposta “dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, Jesus vence o desafio lançado por seus opositores e nos ensina a dar glória a Deus por meio da vida dedicada ao seu povo.
            Como cidadãos do reino conduzidos pela mão do Senhor, vamos acolher a palavra da salvação. Ela vem a nós com a força do Espírito e nos ensina a dar a Deus o que lhe pertence.
            Ciro, rei pagão, torna-se instrumento de salvação nas mãos de Deus. A autoridade é responsável pelo bem-estar do povo, que tem a Deus como seu único Senhor. O tripé de uma comunidade cristã é a fé, a caridade e a esperança.
            Não podemos separar a vida cotidiana da vida de fé. Na assembleia que partilha o pão da vida, reconhecendo-nos todos filhos e filhas do mesmo Pai e cidadãos da mesma pátria.
            Há quem use a palavra do Evangelho de hoje para manter a religião longe da política. Essa maneira de pensar já é uma opção política que serve aos interesses dos que têm poder e exploram o povo.
            Em tempo de tanta corrupção, podemos reconhecer vários poderosos que se colocam como deuses. O poder político coloca-se como valor absoluto. Pessoas, regimes ou estruturas que impedem a humanidade de ser “imagem de Deus” na liberdade e na justiça. Roubam de Deus o que pertence unicamente a ele: o povo.
            A política e a economia devem ser instrumento para a realização da justiça, do direito da vida, conforme a vontade de Deus. Quando o dinheiro domina a pessoa, fica perdida a noção de dignidade, de direito, de justiça e de respeito. Muitas vezes, é uma questão mal resolvida dentro de cada um de nós, na sociedade e na política.
            Os cristãos que se engajam na política não são fiéis a Deus na medida em que se comprometem com o sistema que oprime. Quando forem capazes de renunciar à riqueza, serão fiéis a Deus, a quem devem devolver o povo que lhe roubaram.
            O imposto cobrado deve ser revertido em benefício do bem comum e não desviado para algum “caixa dois”. Jesus condena a transformação do povo em mercadoria que enriquece dominadores e fortalece a dominação tanto interna como estrangeira.
            Jesus chama de hipócritas os grupos que o elogiam, mas sustentam a injustiça sobre o povo. Ele manda devolver para Deus o que é de Deus – o povo libertado. O nome do amor hoje é a política vivida como solidariedade.
            A Deus não temos como pagar, pois tudo a ele pertence. O tributo que podemos pagar a Deus é a entrega de nossa vida, compromisso com o projeto que Jesus nos ensinou, no amor fraterno e na justiça. Ligamos fé, política e economia, conseguindo romper com a dominação do dinheiro, do consumismo, da adoração à moeda estrangeira, do poder e do sucesso. Na Igreja, na comunidade, como nos organizamos para ficar livres da ganância, do poder e do dinheiro?
            A moeda deve ser restituída a César, porque nela está impressa a imagem do seu senhor: o imperador. Há uma criatura sobre a qual está impressa a imagem de Deus. Esta é sua e somente sua. Ninguém pode apropriar-se dela indevidamente.
            As palavras de Jesus nos alertam a ficarmos atentos e prontos a gritar quando as pessoas são injustiçadas, exploradas e massacradas em seus direitos.
            Somos tentados frequentemente a “comprar deus” com dinheiro ou falsas promessas e dar a César o que é de Deus. O que é de Deus? O que é de César? Não podemos cair na armadilha e trair os princípios e valores do Reino de Deus. Pedimos a graça de estar ao dispor de Deus e servi-lo de todo coração.
            A comunidade é o lugar, por excelência, para servir a Deus, cantar as suas maravilhas e professar a nossa fé nele. A fé nos leva a “devolver a César o que é de César”, recusando todo tipo de dominação ou privilégios, pois, o Deus em quem acreditamos quer vida e liberdade para todos.    
O desenvolvimento, crescimento e valor de um País, geralmente, é medido a partir da economia, enquanto deveria ser reconhecido desenvolvido, civilizado a partir dos valores de seu Povo: a riqueza de sua cultura, a sustentabilidade de seus bens naturais e a sabedoria dos que nascem naquela determinada Nação. Lamentavelmente o dinheiro apodera-se sempre da “última palavra”. Com dinheiro resolve-se a vida e os problemas de uma pequena porção de um povo em detrimento da grande maioria, que sobrevive com “migalhas”.
            Se nossos políticos e servidores públicos, que nem sempre servem o povo, mas apropriam-se indevidamente do que é de todos, trabalhassem por salários mais modestos, talvez a injustiça na política pudesse ser sanada. Não é o que acontece. Além de salários demasiados altos, têm assessorias que recebem vergonhosas ajudas de custo, além de barganhas, comissões e dinheiro sujo que compra a honra de quem quiser sobreviver ao sistema corrupto que contemplamos escancaradamente. Nossos impostos não são honestamente aplicados em favor do bem comum. Quanta sujeira varrida debaixo dos tapetes de nossos Governos! Subestimam nosso senso crítico e nós não exercitamos nossa cidadania e direitos. Não valorizamos nem mesmo um centavo de troco, permitindo que de centavo em centavo, alguns poucos enriqueçam com dinheiro ilícito. Somos apáticos e conformados com o que nos é imposto, tornando-nos o País que paga os mais altos impostos do mundo, sem que esses sejam aplicados em melhor qualidade de vida dos cidadãos.
            Os bancários fazem greve enquanto os banqueiros se dão conta de que muitos dos grevistas são inúteis, já que a vida do País continua. Sofre o povo simples. Basta inovar um pouco mais a tecnologia eletrônica da transação bancária e a mão de obra humana torna-se supérflua. Não seria mais inteligente que os bancários combinassem uma greve interna, sem prejuízo aos clientes de seus bancos? Durante um mês os funcionários dos bancos deixariam de vender os produtos de seu banco, atendendo tão somente os clientes, sem fechar as portas. Nosso dinheiro fica à mercê dos bancos que enriquecem ainda mais, durante a greve.
Seria injusto, não fosse diabólico! Enquanto grevistas gritam por justiça, políticos votam aumento dos próprios salários. Daí que afirmo acreditar na honestidade da maioria dos políticos, desde que trabalhem sem salário fixo; contentando-se apenas com o necessário para servir seus eleitores!
Corruptos e desonestos não nascem nas Câmaras, no Congresso Nacional, Senado e até mesmo na Suprema Corte. São (des) educados no seio da própria família desde tenra idade. Quando os pais pagam seus filhos para que obtenham bons resultados na escola; quando recompensam os filhos por serem educados, comportadinhos e coniventes com as falcatruas familiares formando assim homens e mulheres desonestos, corruptos e sem escrúpulos.
            Também em nossas Comunidades, precisamos estar atentos para destinar com justiça o dinheiro que nos chega, aplicando-o honestamente. Refiro-me ao dízimo, às coletas hodiernas e extraordinárias e taxas cobradas nas secretarias de nossas Paróquias e Celebrações. A Coleta para as Obras Missionários deste Dia Mundial das Missões deverá ser enviada toda ela à Cúria, sem subtrair nenhum centavo, como parece acontecer frequentemente. Não podemos utilizar o dinheiro das Coletas para decorar nossos Templos. Vivemos com simplicidade, utilizando os recursos para nossas despesas? Devemos sustentar nossas Comunidades com dignidade e partilhar de nossa pobreza com os que têm menos do que nós. O que Jesus diria a cada um de nós, vendo que algumas Comunidades sobrevivem com dificuldades agudas, enquanto outras ostentam luxo chamado de bom gosto? É admissível que numa Igreja que se diz ser de Jesus Cristo haja tamanha disparidade e desigualdade entre irmãos no Sacerdócio? A tão falada “fraternidade presbiteral” é concreta ou não passa de “balela”? Cada um de nós é chamado a responder desde os porões da própria intimidade: somos coerentes ou hipócritas entre o que pregamos e vivemos: na Família, na Sociedade, na Igreja e na Política?

Desejando-lhes muitas bênçãos, com ternura e gratidão, o abraço fiel e amigo,

Pe. Gilberto Kasper
(Ler Is 45,1.4-6; Sl 95(96); 1Ts 1,1-5 e Mt 22,15-21).
Fontes: Liturgia Diária da Paulus de Outubro de 2017, pp. 75-78 e Roteiros Homiléticos da CNBB do Tempo Comum II (Outubro/2017), pp. 49-54.

UM SINAL NA CURVA DO RIO!

Pe. Gilberto Kasper

Mestre em Teologia Moral, Licenciado em Filosofia e Pedagogia, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Docente e Coordenador da Teologia na Faculdade de Ribeirão Preto da UNIVERSIDADE BRASIL e UNIESP S.A., Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Assessor da Pastoral da Comunicação e Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista.

Acabamos de solenizar a grande Celebração dos trezentos anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida. Dizem que em curva de rio algumas coisas se encalham e por isso são encontradas mais facilmente; outros dizem que curva de rio guarda um mistério. Já ouvi muitas histórias de rios e de pescadores com suas particularidades, sagas incríveis e também muitos dramas e superações. Para quem tira o sustento da pesca, não encontrar nenhum peixe para contar a história pode ser sinônimo de fracasso, para não dizer tragédia.

            Nas águas do rio Paraíba do Sul, o que poderia se tornar um grande desastre se mostrou prodígio da intercessão materna quando, há trezentos anos os pescadores encontraram uma imagem da Senhora da Conceição e aquela situação dramática se tornava uma ocasião de concreta esperança, de fé perseverante e de comprovada solidariedade. A história que o Brasil e o mundo conhecem daquela milagrosa pesca mostra a todas as pessoas de boa vontade e que buscam a Deus de coração sincero, que o amor sempre vence o mal. Naquelas redes de trezentos anos atrás, um corpo de imagem e depois a sua cabeça revelam um grande e misterioso amor de mãe por todos os seus filhos, principalmente os mais sofredores.

            A imagem que “apareceu” ensina que a Virgem Maria é a mãe que “acode” os seus filhos que constantemente lhe pedem intercessão “agora e na hora da nossa morte”, que pedem o seu afeto e colo de mãe para enfrentar a dureza das estradas da vida nas quais sabemos por experiência que nossa mãe jamais nos abandona. Todos nós, todos os dias invocamos o auxílio da “nossa Senhora”, “nossa Mãe”, “nossa”! Quantas vezes repetimos ao longo do dia estas expressões que nos remetem à Virgem Mãe de nosso Deus e Senhor Jesus Cristo; até os não católicos repetem essa frase e todas as pessoas, até mesmo inconscientemente chamam a “mãe” nas horas de dificuldades. Os pescadores do rio Paraíba do Sul invocaram a sua proteção e sentiram sua intercessão materna. Encerra-se a solene festa, continua a profunda devoção!

            A senhora que apareceu nas águas do Paraíba é Maria, a nossa mãe que nos ensina a confiança em Deus; é a mulher que encarna a solidariedade com os sofredores e se torna a padroeira, a protetora de nossa Nação indicando o temor a Deus como modo de enfrentar e vencer as adversidades de cada dia. É ela a mãe que nos educa na fé, é a mulher que não se aliena da realidade e nem foge da sua identidade criada com o homem à imagem e semelhança de Deus e a quem podemos recorrer em nossas dificuldades.

            Maria, mãe de nosso Deus, cuja imagem foi encontrada nas águas do rio Paraíba do Sul é figura da mulher que vive a sua vocação à maternidade e, sendo a Mãe do nosso Redentor nos estimula a viver uma fé ativa, geradora de esperança, capaz de unir as pessoas em torno do Evangelho para reconstruir a sociedade brasileira que está em ruínas por tanta corrupção e falta de modos por parte da classe política em geral e pela esperteza dos que desejam o poder a qualquer custo. Maria de Aparecida é nosso socorro, auxílio nesta vida e certeza da vida eterna; por isso muitíssimos brasileiros acorrem ao Santuário Nacional para celebrar a fé em Deus e o carinho de nossa Mãe. Quantos relatos de milagres acontecidos graças à intercessão de nossa Senhora, quanto carinho materno podemos comprovar.

 A imagem de nossa Senhora nos lembra do rosto amável de toda mãe que se preocupa, zela, cuida, ampara e intercede em favor de seus filhos, de todos eles, inclusive os mais distantes. E mãe sempre espera pelos filhos, não descansa enquanto não damos notícias. Já cantava Adoniran Barbosa:- “minha Mãe não dorme enquanto eu não chegar...” E o santuário como casa da mãe, é nossa casa onde a Mãe sempre nos espera.

 Alegremo-nos sempre com a celebração deste grande sinal na curva do rio Paraíba do Sul, da presença e do carinho de nossa Mãe que protege e guia o povo brasileiro para “fazer tudo o que Jesus nos diz”! (cf. Jo 2,1-11).

(Em parceria com o Pe. João Paulo Ferreira Ielo, Pároco da Paróquia Imaculada Conceição de Mogi Guaçu, SP)