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terça-feira, 10 de maio de 2016

50º Dia Mundial das Comunicações Sociais

“Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo”


No 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais a Arquidiocese de Ribeirão Preto, através da sua Pastoral da Comunicação (PASCOM), coordenada pelo Márcio Smiguel Pimenta, realizou um encontro com os comunicadores no Salão Dom Alberto, onde foi feita a leitura da Carta ou Mensagem do Papa Francisco e feita uma bela reflexão, promovidas pelos Padres Gilberto Kasper (Assessor da Pastoral da Comunicação) e Luís Gustavo Tenan Benzi (Coordenador Arquidiocesano de Pastoral). Para conhecer mais sobre a arquidiocese de Ribeirão Preto acesse: www.arquidioceserp.org.br

Antes, porém foi oferecido um café da manhã bastante saboroso e após a reflexão da mensagem do Papa iniciou-se uma peregrinação até a Igreja invocando cânticos ao nosso Deus e nos preparando para a passagem pela Porta Santa, de forma misericordiosa e por ser Jubileu dos Comunicadores, onde deu início a missa em prol deste Jubileu. Como pessoas e comunicadores devemos sempre levar a Boa Nova e sermos misericordiosos, além de sabermos reconhecer nossas faltas, omissões e pecados, pedindo sempre de forma humildade, com fé, sincera e de coração o perdão e a misericórdia de nosso Pai.

Foram momentos sublimes, felizes e muitos emocionantes. PASCOM de outras cidades participaram assim como pessoal da imprensa e comunicadores, além da comunidade. Seguem algumas fotos que demonstram um pouco de como foi este dia, além da Carta de nosso abençoado Papa Francisco:

 Banner do 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais

  Padre Gilberto Kasper (ao microfone) e Padre Luís Gustavo Tenan Benzi

Márcio Smiguel Pimenta (Coordenador Arquidiocesano da PASCOM Ribeirão Preto)

Peregrinação até a Catedral Metropolitana de Ribeirão Preto (fonte da imagem: www.arquidioceserp.org.br)

Passagem pela Porta Santa na Catedral Metropolitana de Ribeirão Preto (fonte da imagem: www.arquidioceserp.org.br)

 Padre Luís Gustavo Tenan Benzi (ao microfone), Padre Gilberto Kasper e Padre Fernando Soares (Pároco da Paróquia de São Sebastião de Jardinópolis)

 Padre Gilberto Kasper

 Da esquerda para a direita: Padre Gilberto Kasper, Diácono Valdevino Boldrin (Coordenador do Colégio Diaconal e Presidente do Fraterno Auxílio Cristão - FAC), Padre Luís Gustavo Tenan Benzi (ao microfone) e Padre Fernando Soares

Padres e Comunicadores (fonte da imagem: www.arquidioceserp.org.br)

  Da esquerda para a direita: Demetrio Luiz Pedro Bom Junior (mantenedor deste blogue), Padre Gilberto Kasper, Padre Fernando Soare e Padre Luís Gustavo Tenan Benzi

Mensagem do Papa Francisco para o 50° Dia Mundial das Comunicações Sociais
“Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo”
Queridos irmãos e irmãs!
O Ano Santo da Misericórdia convida-nos a refletir sobre a relação entre a comunicação e a misericórdia. Com efeito a Igreja unida a Cristo, encarnação viva de Deus Misericordioso, é chamada a viver a misericórdia como traço característico de todo o seu ser e agir. Aquilo que dizemos e o modo como o dizemos, cada palavra e cada gesto deveria poder expressar a compaixão, a ternura e o perdão de Deus para todos. O amor, por sua natureza, é comunicação: leva a abrir-se, não se isolando. E, se o nosso coração e os nossos gestos forem animados pela caridade, pelo amor divino, a nossa comunicação será portadora da força de Deus.
Como filhos de Deus, somos chamados a comunicar com todos, sem exclusão. Particularmente próprio da linguagem e das ações da Igreja é transmitir misericórdia, para tocar o coração das pessoas e sustentá-las no caminho rumo à plenitude daquela vida que Jesus Cristo, enviado pelo Pai, veio trazer a todos. Trata-se de acolher em nós mesmos e irradiar ao nosso redor o calor materno da Igreja, para que Jesus seja conhecido e amado; aquele calor que dá substância às palavras da fé e acende, na pregação e no testemunho, a «centelha» que os vivifica.
A comunicação tem o poder de criar pontes, favorecer o encontro e a inclusão, enriquecendo assim a sociedade. Como é bom ver pessoas esforçando-se por escolher cuidadosamente palavras e gestos para superar as incompreensões, curar a memória ferida e construir paz e harmonia. As palavras podem construir pontes entre as pessoas, as famílias, os grupos sociais, os povos. E isto acontece tanto no ambiente físico como no digital. Assim, palavras e ações hão-de ser tais que nos ajudem a sair dos círculos viciosos de condenações e vinganças que mantêm prisioneiros os indivíduos e as nações, expressando-se através de mensagens de ódio. Ao contrário, a palavra do cristão visa fazer crescer a comunhão e, mesmo quando deve com firmeza condenar o mal, procura não romper jamais o relacionamento e a comunicação.
Por isso, queria convidar todas as pessoas de boa vontade a redescobrirem o poder que a misericórdia tem de curar as relações dilaceradas e restaurar a paz e a harmonia entre as famílias e nas comunidades. Todos nós sabemos como velhas feridas e prolongados ressentimentos podem aprisionar as pessoas, impedindo-as de comunicar e reconciliar-se. E isto aplica-se também às relações entre os povos. Em todos estes casos, a misericórdia é capaz de implementar um novo modo de falar e dialogar, como se exprimiu muito eloquentemente Shakespeare: «A misericórdia não é uma obrigação. Desce do céu como o refrigério da chuva sobre a terra. É uma dupla bênção: abençoa quem a dá e quem a recebe» (“O mercador de Veneza”, Ato IV, Cena I).
É desejável que também a linguagem da política e da diplomacia se deixe inspirar pela misericórdia, que nunca dá nada por perdido. Faço apelo sobretudo àqueles que têm responsabilidades institucionais, políticas e de formação da opinião pública, para que estejam sempre vigilantes sobre o modo como se exprimem a respeito de quem pensa ou age de forma diferente e ainda de quem possa ter errado. É fácil ceder à tentação de explorar tais situações e, assim, alimentar as chamas da desconfiança, do medo, do ódio. Pelo contrário, é preciso coragem para orientar as pessoas em direção a processos de reconciliação, mas é precisamente tal audácia positiva e criativa que oferece verdadeiras soluções para conflitos antigos e a oportunidade de realizar uma paz duradoura. «Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. (...) Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 7.9).
Como gostaria que o nosso modo de comunicar e também o nosso serviço de pastores na Igreja nunca expressassem o orgulho soberbo do triunfo sobre um inimigo, nem humilhassem aqueles que a mentalidade do mundo considera perdedores e descartáveis! A misericórdia pode ajudar a mitigar as adversidades da vida e dar calor a quantos têm conhecido apenas a frieza do julgamento. Seja o estilo da nossa comunicação capaz de superar a lógica que separa nitidamente os pecadores dos justos. Podemos e devemos julgar situações de pecado – violência, corrupção, exploração, etc. –, mas não podemos julgar as pessoas, porque só Deus pode ler profundamente no coração delas. É nosso dever admoestar quem erra, denunciando a maldade e a injustiça de certos comportamentos, a fim de libertar as vítimas e levantar quem caiu. O Evangelho de João lembra-nos que «a verdade [nos] tornará livres» (Jo 8, 32). Em última análise, esta verdade é o próprio Cristo, cuja misericórdia repassada de mansidão constitui a medida do nosso modo de anunciar a verdade e condenar a injustiça. É nosso dever principal afirmar a verdade com amor (cf. Ef 4, 15). Só palavras pronunciadas com amor e acompanhadas por mansidão e misericórdia tocam os nossos corações de pecadores. Palavras e gestos duros ou moralistas correm o risco de alienar ainda mais aqueles que queríamos levar à conversão e à liberdade, reforçando o seu sentido de negação e defesa.
Alguns pensam que uma visão da sociedade enraizada na misericórdia seja injustificadamente idealista ou excessivamente indulgente. Mas tentemos voltar com o pensamento às nossas primeiras experiências de relação no seio da família. Os pais amavam-nos e apreciavam-nos mais pelo que somos do que pelas nossas capacidades e os nossos sucessos. Naturalmente os pais querem o melhor para os seus filhos, mas o seu amor nunca esteve condicionado à obtenção dos objetivos. A casa paterna é o lugar onde sempre és bem-vindo (cf. Lc 15, 11-32). Gostaria de encorajar a todos a pensar a sociedade humana não como um espaço onde estranhos competem e procuram prevalecer, mas antes como uma casa ou uma família onde a porta está sempre aberta e se procura aceitar uns aos outros.
Para isso é fundamental escutar. Comunicar significa partilhar, e a partilha exige a escuta, o acolhimento. Escutar é muito mais do que ouvir. Ouvir diz respeito ao âmbito da informação; escutar, ao invés, refere-se ao âmbito da comunicação e requer a proximidade. A escuta permite-nos assumir a atitude justa, saindo da tranquila condição de espectadores, usuários, consumidores. Escutar significa também ser capaz de compartilhar questões e dúvidas, caminhar lado a lado, libertar-se de qualquer presunção de omnipotência e colocar, humildemente, as próprias capacidades e dons ao serviço do bem comum.
Escutar nunca é fácil. Às vezes é mais cômodo fingir-se de surdo. Escutar significa prestar atenção, ter desejo de compreender, dar valor, respeitar, guardar a palavra alheia. Na escuta, consuma-se uma espécie de martírio, um sacrifício de nós mesmos em que se renova o gesto sacro realizado por Moisés diante da sarça-ardente: descalçar as sandálias na «terra santa» do encontro com o outro que me fala (cf. Ex 3, 5). Saber escutar é uma graça imensa, é um dom que é preciso implorar e depois exercitar-se a praticá-lo.
Também e-mails, SMS, redes sociais, chat podem ser formas de comunicação plenamente humanas. Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor. As redes sociais são capazes de favorecer as relações e promover o bem da sociedade, mas podem também levar a uma maior polarização e divisão entre as pessoas e os grupos. O ambiente digital é uma praça, um lugar de encontro, onde é possível acariciar ou ferir, realizar uma discussão proveitosa ou um linchamento moral. Rezo para que o Ano Jubilar, vivido na misericórdia, «nos torne mais abertos ao diálogo, para melhor nos conhecermos e compreendermos; elimine todas as formas de fechamento e desprezo e expulse todas as formas de violência e discriminação» (Misericordiae Vultus, 23). Em rede, também se constrói uma verdadeira cidadania. O acesso às redes digitais implica uma responsabilidade pelo outro, que não vemos mas é real, tem a sua dignidade que deve ser respeitada. A rede pode ser bem utilizada para fazer crescer uma sociedade sadia e aberta à partilha.
A comunicação, os seus lugares e os seus instrumentos permitiram um alargamento de horizontes para muitas pessoas. Isto é um dom de Deus, e também uma grande responsabilidade. Gosto de definir este poder da comunicação como «proximidade». O encontro entre a comunicação e a misericórdia é fecundo na medida em que gerar uma proximidade que cuida, conforta, cura, acompanha e faz festa. Num mundo dividido, fragmentado, polarizado, comunicar com misericórdia significa contribuir para a boa, livre e solidária proximidade entre os filhos de Deus e irmãos em humanidade.
                                                                                                                                                                                          Papa Francisco

Vaticano, 24 de Janeiro de 2016.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

MÃE, SACRÁRIO DE NOVA VIDA! - Pe. Gilberto Kasper (pe.kasper@gmail.com)

Padre Gilberto Kasper é Mestre em Teologia Moral, Licenciado em Filosofia e Pedagogia, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Docente na Associação Faculdade de Ribeirão Preto do Grupo Educacional da UNIESP, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista.

Quando crianças, cantávamos uma singela canção para homenagear nossas mães no dia a elas dedicado: “O M que trago gravado, na palma de minhas mãos, é o nome de Mãe guardado no fundo do coração”!
            Para a Mãe os filhos não crescem. São sempre Crianças: Meninos e Meninas, não obstante o tempo passe. A maior homenagem e alegria que um filho pode prestar à sua Mãe é guardar seus conselhos, imitar seus exemplos e recordar que nasceu do seu sacrário, fecundando lhe nova vida!
            Recomendemos nossas Mães à “Maria, aquela que soube transformar um curral de animais na casa de Jesus, com uns pobres paninhos e uma montanha de ternura. Ela é a Mãe de todas as nossas Mães, é sinal de esperança para as que sofrem as dores do parto até que germine a justiça” (Cf. EG 286).
            Contemplemos nossas amadas Mães a exemplo de Maria que fez de seu ventre o tabernáculo de Cristo Ressuscitado; que é o tabernáculo da fé da Igreja, que também é mãe, cobrindo de bênçãos jubilares todas as Mães, que não conhecem defeitos, mas só ressaltam as virtudes de seus filhos amados!
            A ternura e o carinho por nossas Mães vêm, neste Ano Santo, temperadas pelo Jubileu da Misericórdia!
            E na véspera do Dia das Mães, a Igreja celebrará o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais, com o tema “Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo”. Todos os Comunicadores de nossa Arquidiocese de Ribeirão Preto são convidados a participar do Jubileu da Misericórdia dos Comunicadores. Teremos, no sábado, dia 7 de maio, às 10 horas um Café com os Comunicadores e uma breve reflexão sobre a mensagem do Papa Francisco. Será no Salão Dom Alberto, Rua Prudente de Morais, 409, no Centro de Ribeirão Preto.
            Às 12 horas passaremos pela Porta Santa da Catedral Metropolitana de São Sebastião, onde será o ponto alto com a Celebração da Santa Missa. São convidados Pastoral da Comunicação (PASCOM) Arquidiocesana e Paroquial, Comunicadores, Comunidades Paroquiais, Padres, Diáconos, Religiosos e Religiosas, Agentes das Diversas Pastorais, Movimentos e serviços.

            Inscrições pelo Telefone (16) 3610-8477 ou contato@arquidioceserp.com.br com o Coordenador Márcio Smiguel Pimenta.

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS - SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR

Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!

            A celebração da Ascensão do Senhor não se restringe à recordação solene da volta de Cristo ao Pai, Ele que vai para o céu e senta à direita de Deus, mas é o momento em que se explicita o Filho como fonte do Espírito. Ele, junto de Deus, nos enviará aquele que manterá viva na Igreja a memória de sua Páscoa, configurando-a testemunha de seu amor por nós.
            Do mistério da Ascensão de Cristo participa toda a Igreja que, no mundo, continua sua missão guiada pelo Espírito do Senhor. Como peregrina do Evangelho, tem como horizonte aquele lugar que o próprio Filho ocupa na companhia de seu Pai. Deste modo, a liturgia de hoje dota de sentido a existência da comunidade dos fiéis.
            Em comunhão com todos os cristãos espalhados pelo mundo, celebramos a Ascensão do Senhor, como plenitude da Páscoa, cuja memória atualizamos na Eucaristia. Assentado à direita do Pai, Jesus continua junto à humanidade.
            Despedindo-se fisicamente de seus seguidores, Jesus os convoca a dar continuidade à missão por ele iniciada e derrama sobre eles a bênção, sinal de sua presença contínua. Abramos o coração à luz da palavra de Deus.
            Ao se despedir, Jesus deixa aos discípulos a tarefa de continuar a missão que ele iniciou. Com a ascensão, Jesus conclui sua missão e inicia a missão da Igreja. Elevado ao céu, Cristo é a cabeça da Igreja e o Senhor da humanidade.
            O acontecimento da Páscoa é único e foi narrado de maneiras diversas. Ao morrer na cruz, Jesus, é, ao mesmo tempo, ressuscitado pelo Pai e entra numa vida glorificada que não conhece tempo nem espaço. No mesmo momento, Jesus dá o seu Espírito, o Espírito Santo (Jo 19,30b). Para mostrar a presença do Ressuscitado no meio dos seus seguidores, os evangelistas narram que Jesus se mostrou diversas vezes aos seus discípulos. Lucas quer frisar, especialmente, que Jesus está com Deus e manda a Força do Alto para a Igreja anunciar o Reino a todas as nações. Por que Lucas conta a volta ao Pai e a missão da Igreja numa narração em que Jesus foi levado ao Céu? Por estes relatos, os antigos quiseram manifestar a verdade sobre a Igreja: ela existe para que, movida pelo Espírito de Cristo, continue sua missão de mostrar a todos o Pai e seu Reino.
            A Ascensão nos recorda, portanto, que em Cristo o mundo foi assumido por Deus, abraçado por Ele. Recentemente, na remontagem do filme “Os miseráveis”, muitos puderam ouvir na boca do protagonista uma belíssima frase que resume tudo isso: “Quando amamos os outros, podemos ver a face de Deus”. E é isso que de fato ocorre quando os cristãos dedicam cuidado às pessoas. Permitem que o Senhor “apareça”, “se manifeste” no mundo. Não é por qualquer motivo que, desde as origens, os cristãos se empenharam em socorrer os órfãos, as viúvas e os enfermos. Nestes era possível vislumbrar traços do mistério.
            Festejar a “volta” de Jesus para o Pai, longe de entristecer-nos, nos alegra, pois se trata da festa da aprovação do Pai à experiência terrena de Jesus. É uma espécie de pronunciamento de Deus acerca do itinerário pascal de Jesus, reconhecendo-lhe finalmente como Filho com toda pompa e circunstâncias (isto literalmente, o que é óbvio pelas narrativas lucanas).
            Em toda celebração Eucarística, fazemos memória da ascensão do Senhor. Na maioria das orações Eucarísticas ela é recordada explícita ou implicitamente. A Ascensão junto com o Pentecostes são facetas de um só acontecimento que é a Páscoa de Jesus. Nós o desmembramos para melhor celebrar cada aspecto.
            A Ascensão do Senhor nos remete ao compromisso de sermos a verdadeira Igreja do Senhor, que é essencialmente missionária e ministerial. Igreja que não é missionária não pode ser de Jesus Cristo.
            Gosto de pensar que “Homens da Galileia olhando para o alto”, nos dias atuais, são os bons cristãos, cumpridores de preceitos, os bons católicos que só ficam da metade da Igreja para trás, aqueles que não ultrapassam os Mandamentos da Igreja e o fiel cumprimento dos deveres. Ou somos uma IGREJA DO IR ao encontro das pessoas: aquelas que não vêm, ou porque não podem ou porque não querem, ou porque foram mal acolhidas, ou porque foram enxotadas, os pobres, os irmãos das periferias de nossas Paróquias, os enfermos ou que se desiludiram por conta dos nossos contra-testemunhos sejam eles eclesiais, comunitários, políticos ou sociais, enfim aqueles que tanto discriminamos, ou não somos a IGREJA MISSIONÁRIA DO SENHOR!
            Celebramos neste domingo da Ascensão do Senhor, o 50º Dia Mundial das Comunicações. Nosso Papa Francisco, a partir do Jubileu da Misericórdia, pensou para este dia, em que agradecemos tantos meios de Comunicação que nos ajudam a anunciar a Boa Notícia do Evangelho de inúmeras maneiras, como tema: “Comunicação e Misericórdia um encontro fecundo”. Pessoalmente agradecemos a todos que divulgam nossa evangelização de modos tão diferentes: via Internet, Imprensa Escrita, Radiofônica e Televisiva.
            Comemoramos também o Dia das Mães. Em nossa Igreja Santo Antoninho, celebraremos a vocação à maternidade de todas as amadas mulheres que participam de nosso Espaço Cultural de Espiritualidade, bem como pelas mães enfermas, idosas, abandonadas pelos maridos, pelos filhos e pelas mãe que também desempenham o papel de pai, chamadas pela sociedade de “Mães Solteiras” e pelas mães presas e falecidas.
            Iniciamos, também, neste domingo a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, e a preparação para a Solenidade de Pentecostes. Sob o tema: “Chamados a proclamar os altos feitos do Senhor” (cf. Pd 2,9) rezamos pela vida de nosso amado Pastor, Dom Moacir Silva, a fim de que cheio dos dons do Espírito Santo, nos ajude sermos a Igreja do Ir, Missionária e Discípula do Senhor! Saibamos abrir-nos ao Espírito Santo, para que robusteça nossa fé, encoraje nossa missionariedade e atualize nosso discipulado!
            Sejam todos muito abençoados. Com ternura e gratidão, encontrando-nos na oração, o abraço amigo e fiel,

Padre Gilberto Kasper

(Ler At 1,1-11; Sl 46(47); Ef 1,17-23 e Lc 24,46-53).

Fontes: Liturgia Diária da Paulus de Maio de 2016, pp. 33-36 e Roteiros Homiléticos da CNBB para o Tempo Pascal (Maio de 2016), pp. 77-81.