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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS - TRIGÉSIMO TERCEIRO DOMINGO COMUM

Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!

            A Liturgia da Palavra do Trigésimo Terceiro Domingo do Tempo Comum traz consigo um sabor de despedida, de término, de fim! É o penúltimo domingo do Tempo Comum, em que Jesus prepara os seus interlocutores à vigilância!
            A celebração deste domingo nos motiva a assumir a condição de peregrinos nesta terra, onde tudo é efêmero e provisório. O céu e a terra passarão, a Palavra de Deus não passará. Ele nos pede vigilância e discernimento ativo dos sinais dos tempos, em atitude de esperança pela manifestação gloriosa da majestade do Senhor.
            Aguardando a plena manifestação de Deus na plenitude dos tempos, vivamos intensamente o presente, nos esforçando em dar o melhor de nós, na esperança de que um mundo novo é possível. Enquanto aguardamos a vinda final de Jesus, não podemos ficar parados. Novos céus e nova terra são possíveis, começando aqui e agora.
            Somos convidados a ter os olhos bem abertos e os ouvidos bem aguçados para perceber os sinais do Reino de Deus. Para não sermos surpreendidos pelos acontecimentos, é necessário estar sempre alertas. Jesus se revela na assembleia reunida e também nas situações do dia a dia. Manifestemos nossa confiança no Senhor, a quem a vida e a história humana se submetem. Todos os sábios e virtuosos, santificados por Cristo, serão acolhidos pelo Pai celeste. Vindo de todos os cantos da terra, brilharão para sempre como as estrelas no firmamento.
            Qual será o destino dos bons e dos maus? Precisamos estar atentos aos sinais dos tempos, que nos mostram a presença e a ação do Filho de Deus. Cristo se oferece como sacrifício definitivo para a salvação da humanidade.
            Há uma pergunta que não quer calar: “quando o mundo acabará? Vai mesmo acabar? Como seria?”. A resposta de Jesus supera toda e qualquer curiosidade e banalidade: primeiro, é preciso ver os sinais do Reino já presentes na história; segundo, confiar na Palavra de Deus, pois os sinais passam, mas a Palavra permanece para sempre; por último, só o Pai sabe o dia e a hora, de forma que não cabe à comunidade cristã especular sobre esse assunto.
            Não são poucos os cristãos que hoje ficam preocupados com as afirmações o sol “está escurecendo”, a lua “não brilha mais”, estrelas “começarão a cair do céu” e as “forças do céu... serão abaladas”. Não faltam visões de anjos, arcanjos, querubins e serafins “subindo e descendo em todas as direções”. Seria esta a mensagem do evangelho de Jesus, hoje proclamado?
            O discípulo missionário sabe que, para efetivamente anunciar o Evangelho, deve conhecer a realidade à sua volta e nela mergulhar com o olhar da fé, em atitude de discernimento.
            O Concílio Ecumênico Vaticano II nos conclama a considerar atentamente a realidade, para nela viver e testemunhar nossa fé, solidários a todos, especialmente aos mais pobres.
            O discípulo missionário observa, com preocupação, o surgimento de certas práticas e vivências religiosas, predominantemente ligadas ao emocionalismo e ao sentimentalismo. O fenômeno do individualismo penetra até mesmo certos ambientes religiosos, na busca da própria satisfação, prescinde-se do bem maior, o amor de Deus e o serviço aos semelhantes.
            A espiritualidade, a vivência da fé e do compromisso de conversão e transformação nos orienta para a construção da caridade, da justiça, da paz, a partir das pessoas e dos ambientes onde há divisão, desafetos, disputas pelo poder ou por posições sociais. Este é um tempo em que, através de “novo ardor”, “novos métodos e nova expressão”, respondamos missionariamente à mudança de época com o recomeçar a partir de Jesus Cristo.
            Como seria bom, se ao invés de preocupar-nos com o fim do mundo, nos ocupássemos com a promoção da dignidade no mundo. Só quem sente o quanto é bom ser bom, sabe que a bondade salvará até mesmo os que consideramos menos bons. Não canso de pensar e renovar o propósito de tentar sempre. Pois o que determinará meu fim último é o esforço que empreendo por ser melhor hoje do que fui ontem. A coerência entre o que penso, rezo e vivo, é que será meu acesso à eternidade feliz, junto ao colo d’Aquele que me gerou antes mesmo de ser planejado. Sejam todos muito abençoados. Com ternura e gratidão, o abraço sempre amigo e fiel,

Pe. Gilberto Kasper
(Ler Dn 12,1-3; Sl 15(16); Hb 10,11-14.18 e Mc 13,24-32).

Fontes: Liturgia Diária da Paulus de Novembro de 2015, pp. 59-61 e Roteiros Homiléticos da CNBB de Novembro de 2015, pp. 85-90.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS - TRIGÉSIMO SEGUNDO DOMINGO COMUM

Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!

            Estamos chegando ao final do Ano Litúrgico. Hoje celebramos o Trigésimo Segundo Domingo do Tempo Comum. Jesus continua o ensinamento aos discípulos, agora, já em Jerusalém, depois de sua entrada triunfal (cf. Mc 11,1-11).
            A Liturgia da Palavra nos apresenta duas viúvas – a de Sarepta e a que colocou sua esmola no cofre do Templo de Jerusalém. Na segunda leitura, estamos em outro Templo, não no de Jerusalém, mas no Santuário que é o próprio corpo de Cristo, simbolizado em sua Igreja reunida.
            Fiquemos atentos, na celebração de hoje, a muitas “viúvas” que trazem para nossas celebrações suas vidas, seus sofrimentos, suas dores, suas esperanças. Que nossa assembleia litúrgica esteja aberta a todos que a compõem. Todos os que exercerem algum ministério, nesta celebração, estejam a serviço daqueles que estão dispostos a ouvir a Boa Nova e a oferecer suas vidas ao Pai, por Cristo, no Espírito Santo. Que possamos todos fazer de nossa vida uma oferta agradável a Deus e aos irmãos.
            Deus abençoa o pobre que, com sua generosidade, sabe partilhar o pouco que possui. Jesus se doa totalmente para a expiação dos pecados da humanidade. A verdadeira generosidade se manifesta no dar além da sobra.
            Diante do gesto da pobre viúva, Jesus chamou os discípulos para conversar e ensinar. Diante da sociedade utilitarista e daqueles que alicerçam suas vidas sobre os critérios da aparência e da generosidade calculada, Jesus nos chama para conversar e ensinar. Diante deste mundo no qual o dinheiro, o status, o sucesso são mais valorizados que as pessoas e seus sentimentos, Jesus nos chama para conversar e ensinar.
            Mesmo no interior da Igreja, contra toda a lógica do evangelho, há aqueles que fazem de sua vida uma corrida em busca de honrarias, prestígio e aplausos. Iludem-se, pois a fama pela fama, a aparência pela aparência, só traz um imenso vazio. No passado, Jesus alertou os discípulos: “Guardai-vos dos escribas”. Hoje ele avisa: “Não se iludam com os modelos de sucesso que existem por aí”.
            Jesus reprova nos escribas a cegueira espiritual. Eles eram os especialistas no conhecimento e na interpretação dos preceitos do Senhor. Sua prática, porém, não se conformava com seus conhecimentos e suas interpretações. Há muitos cristãos que, teoricamente, conhecem muito bem os critérios evangélicos e os preceitos da vida cristã, todavia “fazem o bem, pensando em si”. Na prática comunitária, não mergulham no espírito e, consequentemente, se tornam mesquinhos e intolerantes. O Mestre alerta seus discípulos para a verdadeira prática religiosa. Esta não consiste na busca de honrarias, no ocupar lugares de destaque nas comemorações públicas, no uso ostensivo de vestes e de sinais externos para chamar atenção sobre si. A verdadeira prática religiosa brota da generosidade e da humilde dedicação aos pobres e necessitados (cf. Tg 1,27). O seguimento de Jesus se caracteriza pela doação, pela solidariedade.
            Jesus contrapõe ao modo hipócrita do agir dos escribas e ricos senhores do templo a generosidade e a religiosidade sincera de uma pobre viúva. Despojada dos bens terrenos, doa tudo o que possui, demonstrando que sua confiança e segurança estão nas mãos de Deus. É a generosidade radical. Ela não doou o supérfluo, manifestou uma generosidade gratuita, no sentido da entrega total, sem esperar nada em troca. “Sua humilde esmola vale mais do que abundantes doações dos ricos, pois estes dão do supérfluo, enquanto que a viúva oferece a Deus o que ela necessitava para viver”.
            A Liturgia da Palavra de hoje nos faz lembrar que a grande maioria de nosso povo é muito generoso. Basta avaliar a pronta resposta diante de certas calamidades provocadas por seca ou por enchentes. Multiplicam-se as toneladas de donativos.
            Felizmente, existem muitas “viúvas de Sarepta” como a do evangelho, que anonimamente vivem da certeza de que “Deus abençoa quem generosamente partilha seus próprios bens”. Vivem na gratuidade. Não porque ter bens materiais seja uma coisa ruim, mas pelo fato de eles assim cumprirem sua finalidade: serem colocados à disposição de quem deles necessita. A partilha generosa e solidária multiplica as soluções de problemas que parecem insolúveis. Enquanto a ganância provoca a fome e a miséria, a partilha solidária multiplica as possibilidades de vida digna.
            Não nos esqueçamos de que, além de nossos bens materiais, é preciso também partilhar nosso tempo e nossos dons pela causa do Reino de Deus. Às vezes, pode ser mais fácil dar em forma de dinheiro, do que mexer em nosso tempo.
            Finalmente a Palavra de Deus deste domingo nos coloca diante de algumas perguntas pertinentes. Neste Ano da Paz somos conclamados à coerência entre o que pensamos, rezamos, pregamos (falamos) e fazemos. Se Jesus, em pessoa, viesse conversar conosco, ficaria feliz com nosso modo de viver nosso Batismo, nosso Ministério e nossa Vida na Comunidade de Fé?
 Penso comigo: graças a Deus, entre nós, Jesus certamente não precisaria repetir o que disse aos discípulos: “Tomai cuidado com os doutores da lei! Eles gostam de andar com roupas vistosas, de ser cumprimentados nas praças públicas; gostam das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos melhores lugares nos banquetes. Eles devoram as casas das viúvas, fingindo fazer longas orações. Por isso eles receberão a pior condenação” (Mc 12,38b-40).
Caso alguém se identifique com os “escribas”, ainda é tempo de mudar. A conversão não deve esperar para amanhã. Oxalá aconteça ainda neste domingo. Do contrário, de que adiantaria celebrar, não é mesmo?
Desejando-lhes muitas bênçãos, com ternura e gratidão, o abraço sempre amigo e fiel,

Pe. Gilberto Kasper
(Ler 1Rs 17,10-16; Sl 145(146); Hb 9,24-28 e Mc 12,38-44).

Fontes: Liturgia Diária da Paulus de Novembro de 2015, pp. 42-44 e Roteiros Homiléticos da CNBB de Novembro de 2015, pp. 80-84.

Ajudem o FAC!


O FAC CONTA COM A SOLIDARIEDADE DA
SECRETARIA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL!


Pe. Gilberto Kasper


Mestre em Teologia Moral, Licenciado em Filosofia e Pedagogia, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Docente na Associação Faculdade de Ribeirão Preto do Grupo Educacional da UNIESP, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto, Presidente do FAC – Fraterno Auxílio Cristão e Jornalista.

            No dia 13 de outubro o FAC – Fraterno Auxílio Cristão recebeu a visita da Secretária Municipal da Assistência Social, Maria Sodré, acompanhada do Dr. José Sebastião da USP. Conheceram a Sede, que está situada num prédio da Arquidiocese de Ribeirão Preto, na Rua Barão do Amazonas, 881 no Centro da Cidade. Estiveram presentes nosso Consultor para Obras e Benfeitorias, o Arquiteto José Everaldo Villela e o amigo de muitos anos, Paulo Garde. Todos se demonstraram entusiasmados com nosso espaço e nossos projetos e parcerias. Demonstraram vontade de nos ajudar a melhorar nossa Sede!

            O Dr. José Sebastião se prontificou de reformar o telhado do prédio da Sede do FAC com a Fundação que preside. Essa reforma custará entre 26 e 31 mil reais. Como a Arquidiocese tem outras prioridades, contaremos com a generosidade da Fundação do Dr. José Sebastião, convencido pela Maria Sodré a nos socorrer.

            Conheceram o espaço ocupado pelo Coletivo Coca-Cola que nesse segundo semestre já formou 137 pessoas, inscritas apenas no portão do FAC. Já temos uma segunda turma com 102 alunos, iniciada no dia 20 de Outubro. A Secretaria da Assistência Social enviará adolescentes, jovens e adultos para a terceira turma. O Coletivo Coca-Cola forma e encaminha pessoas em situação de vulnerabilidade ao mercado de trabalho e incentiva adolescentes e jovens a continuarem seus estudos. Ajuda-nos a resgatar a dignidade das pessoas desencantadas e excluídas da sociedade pelas crises econômica, política, social e moral da qual são as primeiras vítimas.

            Nossa visita também teve a oportunidade de conhecer e conversar com os Estagiários do Curso de Direito da USP, outra parceria que o FAC celebrou. Os jovens Estagiários preparam para o dia 7 de novembro a partir das 20 horas uma promoção que nos ajudará a garantir o Décimo-Terceiro Salário de nossos Colaboradores remunerados. Será uma Noite do Macarrão ao Vivo no Salão Social na Paróquia Nossa Senhora de Fátima (Estigmatinos) na Rua Júlio Prestes, 523 – Sumaré. Os convites podem ser adquiridos a R$ 30,00 cada na Sede do FAC ou pelo Telefones: (16) 3237-0942 ou 9.9192-8499.

            Já nos conformamos que as Subvenções Municipais não podem ser reajustadas. Recebemos, mensalmente, R$ 10.350,00, mas nossa Folha de Pagamentos e Encargos Sociais somam em torno de R$ 31.000,00, para mantermos dois Núcleos de Solidariedade: Dom Hélder Câmara no Centro e  Dom Bosco no Parque Ribeirão Preto. O restante de R$ 20.650,00 remete nosso coração, todos os meses, à boca até conseguirmos arrecadar os valores necessários através de generosas doações, sócios (ainda muito poucos) do FAC e Voluntários que se unem às nossas preocupações, de honrarmos com nossas despesas, sem ficar devendo nada a ninguém.

            Agradecemos de coração, a sensibilidade de nossa Secretária Municipal da Assistência Social, Maria Sodré, que não tem medido esforços para colaborar conosco, seja com “parcerias”, seja com “Técnicas e Assistentes Sociais”, que nos orientam e não nos deixam desanimar. O que a Secretaria não pode, é reajustar os valores provenientes das Políticas Públicas. Para isso, insistimos na generosa caridade de pessoas que possam nos ajudar, depositando qualquer quantia em nossa Conta Bancária.
                        Banco do Brasil – Agência 4242-0 – Conta Corrente: 20029-8

                                               CNPJ: 56.019.813/0001-88