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quarta-feira, 29 de outubro de 2025

E O MEDO DA MORTE CONTINUA!

 E O MEDO DA MORTE CONTINUA!


Neste Ano Santo do Jubileu de 2025 anos da Encarnação de Jesus Cristo, o dia 2 de novembro em que celebramos a Comemoração de todos os fiéis defuntos (Dia de Finados), lembrando e celebrando por todos os nossos fiéis falecidos, será no domingo. O Trigésimo-Primeiro Domingo do Tempo Comum sede lugar a esta comemoração. Já o Dia de Todos os Santos será no sábado, dia 1º de novembro. “Aos que visitarem o cemitério e rezarem pelos defuntos, - concede-se uma Indulgência Plenária aplicável aos defuntos - do dia 1º ao dia 8 de novembro, nas condições costumeiras: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice” (Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil, Ano C 2025, p. 171). 

Se há alguns poucos anos falar de sexo abertamente era tabu, hoje é tabu falar em "morte". E o medo da morte continua! A grande certeza que vivemos, é que um dia morreremos, no entanto "morremos de medo de morrer...". Cada vez que a morte passa por perto, ou me encontro diante dela através do exercício de meu ministério, encomendando alguma pessoa falecida, meu questionamento é em relação à vida que levo! A morte é uma excelente oportunidade de melhorar minha qualidade de vida. Geralmente deixamos para depois, as mudanças que talvez tivessem de ser revistas logo. É bom não sabermos o dia e a hora de nossa morte, mas quando vier, e nosso nome ecoar na eternidade, não terá outro jeito, a não ser morrer! Gosto de chamar a morte de nosso terceiro parto. O primeiro acontece quando deixamos o útero materno, que geralmente é aconchegante e delicioso. Talvez por isso a criança, ao nascer chora. O segundo parto, é quando nascemos do “útero da Igreja”, a Pia Batismal, e o terceiro e definitivo parto, é quando partirmos da vida terrena à vida eterna. Por mais difícil que seja viver, ninguém quer partir. A morte dói, nos faz chorar e traz vazio com sabor de saudade inexplicável.

Nossa vida poderia ser comparada a uma viagem de ônibus. Quem ainda não andou de ônibus? Quando nascemos, entramos num ônibus, que é a vida terrena. A única certeza que temos é que há um lugar reservado para nós. Uma poltrona. Não sabemos quem serão nossos companheiros de viagem. Apenas sabemos que a poltrona reservada para nós deverá ser ocupada. Não sabemos quem serão nossos pais, irmãos, amigos, parentes, enfim... Nossa única missão é tornar a viagem a mais agradável possível. 

O ônibus, de vez em quando pára na rodoviária. Se a viagem de ônibus é a vida terrena, a rodoviária é a morte. Ninguém gosta da rodoviária: há cheiro de banheiros, de óleo diesel, barulho de ônibus chegando e saindo, ninguém se conhece, muita gente se esbarrando ou até se derrubando. Há sempre uma incerteza, um friozinho na rodoviária que arrepia nossa espinha, que é a morte.  Todos passam pela rodoviária porque precisam, mas não porque gostam. Haverá um momento em que nosso nome será chamado no alto-falante da rodoviária. Então precisaremos descer do ônibus da vida. Se tivermos enviado algum bilhete, uma carta, feito um telefonema ou até mesmo enviado um e-mail, uma mensagem por WhatsApp para a eternidade, avisando nossa chegada, não precisaremos ter medo, porque Deus estará esperando por nós. O bilhete, a carta, o telefonema, o e-mail e a mensagem do Zapp são nossa maneira de viver a fé, a esperança e a caridade através de nossa relação com Deus, conosco e com os outros!

Assim Deus estará esperando-nos na rodoviária da morte. Seremos identificados e acolhidos por Ele, de acordo com o que fomos e fizemos, nunca com o que tivemos. Se Deus não tiver tempo, pedirá ao Seu Filho Jesus para buscar-nos e conduzir-nos à morada eterna. Se de tudo Jesus também não tiver tempo, Nossa Senhora nos deixará perdidos ou esperando. Ela estará lá, de braços abertos, para receber-nos e levar-nos à presença de Deus, colocando-nos em Seu Eterno Colo de Amor. É o que rezamos sempre: "...rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém!"



Pe. Gilberto Kasper

          Teólogo

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

JUBILEU PAROQUIAL 2025!

 

JUBILEU PAROQUIAL 2025!


 

A Paróquia Santa Teresa D’Ávila do Jardim Recreio de Ribeirão Preto, celebrou no dia 15 de outubro, Dia dos Professores, sua Padroeira com a Solene Celebração Eucarística, presidida por nosso Arcebispo Metropolitano, Dom Moacir Silva. Agradecemos a presença de nosso querido Vigário Forâneo, Pe. Márcio Luís de Souza, do Diácono Luís Roberto Bimbati sua querida esposa e nossa sempre fiel amiga Luciana Marcantonio Bimbati, de nosso Diácono Dr. Hilton Marcos Alves Ricx e sua dedicada esposa, Dra. Lilian, eles que nos acolheram em seu lar, após à Missa, para um jantar.


São tantas pessoas que gostaria de elencar com meu coração agradecido, que não caberiam nesta coluna, que me é reservada às quartas-feiras. Mas todos, de todas as Pastorais e Serviços organizados em nossa querida Comunidade Paroquial, cabem no coração afetuoso de Santa Teresa D’Ávila, em nome de quem agradecemos a todos, com a proximidade de nossas orações. Aos “de casa” e aos amigos “de longe”, nossa ternura e mais profunda gratidão! Nem por último, agradecemos, também à Thaís Portella do Jornal Tribuna Ribeirão, ao lado de nossa Pastoral de Comunicação, a PASCOM, pela ampla divulgação, seja de nossa Celebração Litúrgica, como também, do belíssimo Jantar Dançante no dia 18 de outubro, que reuniu mais de 300 Famílias em nosso espaço social. Graças à eficiente Equipe de Eventos e a todos, que de alguma maneira, colaboraram pelo êxito daquela confraternização das famílias,  certamente reanimará a sinodalidade paroquial, fazendo com que mais pessoas queiram e venham “caminhar junto a nós”, como Igreja Missionária de Jesus Cristo, como Comunidade de Fé, Oração e Amor!


No domingo, dia 26 de outubro, às 14 horas e 30 minutos, a Paróquia fará sua Peregrinação Jubilar, juntamente com o Pilar da Missão, presidida pelo Pe. Giorgio Valente, na Basílica Menor Santo Antônio de Pádua, na Rua Paraíba, 747, nos Campos Elíseos de Ribeirão Preto. Nessa Peregrinação poderemos lucrar a Indulgência Plenária que o Ano Santo nos permite, desde que cumpridos os exercícios para tal. Nos encontraremos na Praça Santo Antônio, para em procissão, entrarmos na Basílica onde participaremos da Santa Missa Jubilar. Sintam-se todos convidados para esse momento de fé, e tão forte graça para nossa vida eclesial, que nos remete sempre a Jesus Cristo! Sejamos “Peregrinos de Esperança”, rezando desde já a Oração do Jubileu:

“Pai que estás nos céus, a fé que nos deste no teu filho Jesus Cristo, nosso irmão, e a chama de caridade derramada nos nossos corações pelo Espírito Santo despertem em nós a bem-aventurada esperança para a vinda do teu Reino. A tua graça nos transforme em cultivadores diligentes das sementes do Evangelho que fermentem a humanidade e o cosmos, na espera confiante dos novos céus e da nova terra, quando, vencidas as potências do Mal, se manifestar para sempre a tua glória. A graça do Jubileu reavive em nós, Peregrinos de Esperança, o desejo dos bens celestes e derrame sobre o mundo inteiro a alegria e a paz do nosso Redentor. A ti, Deus bendito na eternidade, louvor e glória pelos séculos dos séculos. Amém.” (Papa Francisco)

Pe. Gilberto Kasper

          Teólogo

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

COLETA DAS MISSÕES!

 COLETA DAS MISSÕES!


No Brasil a Igreja realiza durante o ano cinco grandes coletas. Essas coletas devem ser remetidas aos seus destinos e jamais retidas nas Comunidades que as realizam.

 A primeira coleta é a da solidariedade, realizada no domingo de ramos, frutos saborosos das campanhas da fraternidade e dos exercícios quaresmais, destinada aos incontáveis projetos de ação social das comunidades tanto diocesanas, como nacionais; a segunda é para os lugares santos, tão bem cuidados por nossos irmãos franciscanos na Terra Santa, realizada na sexta-feira santa da paixão do Senhor; a terceira é o Óbolo de São Pedro, realizada no dia do papa, com a qual o Santo Padre socorre, em nome dos católicos do mundo inteiro, povos em extrema situação de vulnerabilidade, consequentes de enchentes, terremotos, guerras, fome, cataclismas diversos, etc.; a quarta é a das missões, realizada no Dia Mundial das Missões, que ajuda nossos missionários no anúncio do Reino de Deus mundo afora, e a quinta coleta é para a evangelização, destinada à manutenção das dezenas de projetos pastorais em nosso Brasil com dimensões continentais, realizada no terceiro domingo do Advento.

 Costumo sugerir ao amado povo de Deus presente nas Comunidades que sirvo, que as coletas devem ser a partilha de nossa pobreza. Não devemos colaborar por mero desencargo de consciência. A coleta deve ser o resultado ou os frutos de algo que gostamos muito e, que abrimos mão em favor dos que se beneficiarão com nosso sacrifício, abstinência ou penitência. Alguma guloseima, algo supérfluo, gasto não poucas vezes em tantas coisas desnecessárias. Por um mês ou certo período fazer o bom propósito de deixar de consumir algo que não será necessário para nossa saudável sobrevivência, e depositar tal valor não gasto, mas economizado, no envelope ou na cestinha no dia de determinada coleta em nossa comunidade de fé, oração e amor. Não tenho dúvidas de que é essa coleta, proveniente de tal exercício de abstinência, que mais agrada o coração de Deus, e mais servirá para quem necessita da partilha de nossa pobreza.

 Nas celebrações do próximo final de semana (dias 18 e 19 de outubro), em todas as Comunidades do mundo realizar-se-á a Coleta das Missões! Domingo será o 99º Dia Mundial das Missões, neste ano com o tema: “Missionários da esperança entre os povos” e o lema: “A esperança não decepciona” (Rm 5,5). Ao longo das primeiras semanas de outubro, distribuímos envelopes para serem devolvidos numa dessas celebrações, contendo a partilha de nossa pobreza. As Cúrias destinarão o resultado de nossa doação, e não simples esmola, às Pontifícias Obras Missionárias! O tema foi escolhido pelo saudoso Papa Francisco, por estar alinhado com o Jubileu da Esperança de 2025, convidando os fiéis a serem portadores da esperança que vem de Cristo em um mundo marcado por crises, guerras e desorientação.

Também nossa Arquidiocese de Ribeirão Preto mantém projetos missionários com Sacerdotes presentes em campos missionários: o Padre Aparecido Donizeti Maciel na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Careiro da Várzea (AM), o Padre Rodrigo Barcelos na Paróquia Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos em Manaus (AM), e nem por último, o Padre Gabriel Balan Leme na Paróquia Nossa Senhora Desatadora dos Nós no Parque Cristo Redentor, no Jardim das Oliveiras em Ribeirão Preto, a Paróquia Missionária criada por nosso Arcebispo Metropolitano, Dom Moacir Silva, no Ano Missionário de 2019.


Que os padroeiros das missões, São Francisco Xavier e Santa Teresinha do Menino Jesus, Doutora, nos inspirem a sermos testemunhas missionárias até os confins do mundo, todos os dias de nossa vida!

Pe. Gilberto Kasper

          Teólogo