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quarta-feira, 26 de abril de 2017

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS - TERCEIRO DOMINGO DO TEMPO PASCAL

Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!

"Senhor Jesus, revelai-nos o sentido da Escritura;
fazei o nosso coração arder quando falardes" (Lc 24,32).

Celebrando o Terceiro Domingo do Tempo Pascal, aprendemos que o
 Senhor ressuscitado caminha conosco e nos convida a formar comunhão com ele ao redor do pão da vida. A páscoa de Jesus se realiza nos corações e comunidades que promovem a partilha e criam laços de comunhão e solidariedade. Pedro apresenta o modelo da pregação apostólica e nos diz que Jesus é aquele que nos conduz a Deus. Os discípulos de Emaús reconhecem o Senhor no momento da partilha do pão. O primeiro anúncio da pregação de Pedro foi a ressurreição de Jesus, como predisseram as Escrituras. O Ressuscitado caminha com a comunidade e se revela na partilha da palavra e do pão. Somos migrantes neste mundo, resgatados pelo sangue de Cristo.

A liturgia deste domingo indica o caminho para um verdadeiro encontro com Jesus ressuscitado, presente de modo especial nas Escrituras e no partir o pão. Palavra e Eucaristia correspondem-se tão intimamente que não podem ser compreendidas uma sem a outra: a Palavra de Deus faz-Se carne, sacramentalmente, no evento eucarístico. A Eucaristia abre-nos à inteligência da Sagrada Escritura, como esta, por sua vez, ilumina e explica o Mistério Eucarístico.

Os discípulos reconhecem Jesus ao partir o pão, sinal de sua entrega total por amor. As reuniões das comunidades primitivas, onde a escuta da Palavra tinha um papel importante, culminavam com a fração do pão, a Eucaristia (cf. At 2,42.46). Agradecemos ao Senhor pela possibilidade de reconhecê-lo na palavra, na eucaristua, na comunidade dos irmãos na fé. Com os discípulos de Emaús, insistimos: “Fica conosco, Senhor”, caminha ao nosso lado, para que possamos repartir o pão e acolher todas as pessoas sem discriminação.

Após a morte de Jesus, a comunidade dos discípulos se dispersou por causa das desilusões, das adversidades. A compreensão do mistério pascal de Jesus, na perspectiva do desígnio do Pai: a salvação da humanidade abriu nova esperança de libertação para os discípulos. Assim, o encontro com o Ressuscitado desperta nos discípulos a disposição para reencontrar a comunidade e continuar a missão. Que o Senhor ressuscitado nos conserve reunidos em seu nome, em torno de sua proposta libertadora.

De Jerusalém a Emaús há uma distância de onze quilômetros. É justamente neste caminho que tudo começa. Até aí as coisas estavam ainda obscuras. As notícias da ressurreição corriam de boca em boca, mas até a tardinha daquele domingo, ninguém ainda vira o Ressuscitado, a não ser Maria de Magdala, a quem parecia não ser conferida muita credibilidade. Nem mesmo Pedro e João conseguiam compreender claramente as coisas: constataram, é verdade, o sepulcro vazio, mas o Cristo Ressuscitado só sabiam dos lábios de Maria, que levara a Boa Notícia da Ressurreição! O anúncio poderia ser, quem sabe, resultado das emoções vividas naqueles dias todos. Já no Caminho para Emaús acontece a segunda Missa: Jesus põe-se entre os dois desanimados e dribla os demais. É no desânimo, na desesperança, no cansaço, na desilusão que o Senhor aparece. Celebra caminhando com eles, a Liturgia da Palavra, explicando-lhes novamente as Escrituras, como que uma segunda chamada daquilo que aprenderam no Seminário de Jesus. O coração dos discípulos ardia enquanto Jesus falava. O convite de Emaús é fundamental para a segunda parte da Missa: "Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!" Jesus aceita o convite dos dois discípulos. Jesus sempre aceita nosso convite, quando lhe pedimos: "Fica conosco, Senhor!" Reconhecem-no ao agradecer, abençoar e partilhar o pão: eis a Liturgia Eucarística!

Gosto de pensar que os discípulos, felizes por terem reconhecido e estado com o Senhor, poderiam dar-se por satisfeitos e descansarem do longo trecho entre Jerusalém e Emaús. Geralmente é o que fazemos. Uma vez cumprido o preceito, Jesus comungado em Palavra e Eucaristia voltamos para nossos lares e continuamos quietinhos vivendo nossa vida. Certinha, é bem verdade, mas com Jesus escondido no sacrário de nosso coração. Não foi a atitude dos dois discípulos. Mesmo exaustos, não ficaram de pernas para o ar, descansados em casa, mas voltaram, correndo à Comunidade reunida em Jerusalém, onde houve a exclamação mútua: "Vimos o Senhor. Está vivo. Ressuscitou!" Eis o anúncio que a Igreja espera de cada um de nós. Não guardemos o Senhor Ressuscitado só para nós: anunciemo-lo por onde passarmos, também da porta do Tempo para fora.

Desejando a todos o carinho de nossas orações, com ternura e gratidão, nosso abraço amigo,

Pe. Gilberto Kasper

(Ler At 2,14.22-33; Sl 15(16); 1Pd 1,17-21 e Lc 24,13-35).
Fontes: Liturgia Diária da Paulus de Abril de 2017, pp. 119-123 e Roteiros Homiléticos da CNBB para o Tempo Pascal (Abril de 2017), pp. 43-49.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS - SEGUNDO DOMINGO DA PÁSCOA

Domingo da Divina Misericórdia

Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!

            O Segundo Domingo do Tempo Pascal nos introduz no Tempo em que celebramos a ressurreição do Senhor, como único e grande dia, que se estende desde o Domingo da Páscoa ao domingo de Pentecostes. “Os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição e o domingo de Pentecostes sejam celebrados com alegria e exultação, como se fossem um só dia de festa, ou melhor, como um grande domingo” (Normas Universais ao Ano Litúrgico e Calendário Romano Geral, n. 22).
            Celebramos o domingo da Divina Misericórdia, instituído por São João Paulo II, canonizado ao lado de São João XXIII, O Papa Bom. Damos graças ao Senhor por tão amados intercessores junto de Deus, bem como por seu eterno amor por nós, disposto a nos perdoar, sempre que nosso coração arrependido volta-se para ele.  Escolhi como lema de minha Ordenação Presbiteral, a quinta Bem-aventurança do Sermão da Montanha de Jesus: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5,7), justamente porque não obstante meus incontáveis limites, o Senhor me quis Sacerdote, tamanha Sua Misericórdia por mim! Como Tomé, exclamamos maravilhados: “Meu Senhor e meu Deus”.  Desde criança aprendi que a profissão da fé de Tomé seria a ideal, cada vez que fizesse a genuflexão diante do Cristo Sacramentado, seja na Hóstia Consagrada exposta, seja escondida no Sacrário. Por isso, quando coloco o joelho direito no chão, em sinal de adoração ao Senhor presente no mistério de nossa Fé, a Eucaristia, digo com a poesia de meu coração: “Meu Senhor e meu Deus”. Também quando ergo Jesus transubstanciado de um pedacinho de pão em Seu Corpo e de um pouquinho de vinho no Seu precioso Sangue, meu coração remete aos meus lábios a mesma expressão: “Meu Senhor e meu Deus!”.
O primeiro encontro de Jesus ressuscitado com seus discípulos é marcado pela saudação feita por Ele: “A paz esteja convosco’” Por duas vezes o Ressuscitado deseja a paz a seus amigos. Em seguida, os envia em missão, soprando sobre eles o Espírito. Buscar e construir a paz é missão dos seguidores do Ressuscitado, pois o Reino de Deus, anunciado e realizado por Jesus e continuado pelas comunidades animadas pelo Espírito, manifesta-se na paz. Reino de Justiça, Paz e Alegria como frutos do Espírito Santo. O Apóstolo, amigo de Jesus, ressalta que a paz, para ser autêntica, deve ser trazida pelo Cristo. Uma paz diferente da paz construída pelos tratados políticos. Paz (é shalom) significa integridade da pessoa diante de Deus e dos irmãos. Significa também uma vida plena, feliz e abundante. Paz é sinal da presença de Deus, porque o nosso Deus é um “Deus da Paz” (Rm 15,33). Paz significa muito mais do que ausência de guerra. Significa construir uma convivência humana harmoniosa, em que as pessoas possam ser elas mesmas, tendo o necessário para viver, convivendo felizes.
            A comunidade, que abre suas portas, acolhe o Senhor e o segue é enviada pelo Espírito do Ressuscitado a testemunhar o amor do Pai, isto é, a prolongar, no curso dos tempos, a oferta da vida que, em Jesus, Deus fez à humanidade. O reino da vida que Cristo veio trazer é incompatível com as situações desumanas em que vivem mergulhados milhões de seres humanos. “Como discípulos e missionários, somos chamados a intensificar nossa resposta de fé e a anunciar que Cristo redimiu todos os pecados e males da humanidade” (Documento de Aparecida, n. 134).
            O cristão isolado (ausente da comunidade) é vítima do egoísmo e exige provas para crer. É na vida da comunidade que encontramos as provas de Jesus que está vivo. Ser cristão, hoje, requer e significa pertencer a uma comunidade concreta, na qual se pode viver uma experiência permanente de discipulado e de comunhão. Por esta razão, a marca registrada deste Segundo Domingo da Páscoa é a fé, vivida em comunidade. É em comunidade que se realiza o encontro com o Ressuscitado e a experiência de uma vida nova.
            No tempo da Páscoa, a comunidade cristã tem a oportunidade de aprofundar o evento da salvação, cuja memória desponta de modo pungente na liturgia desse tempo.
            Convém chamar a atenção para o fato de que a vida nova não está isenta de dificuldades. O cristão não é tirado do mundo pelos sacramentos que celebra, mas situado nele de uma maneira especial: como comunidade que aponta e evoca uma realidade nova, mostrando aos demais que a salvação alcançada em Cristo se realiza e se prolonga naqueles que aderem a Ele (fé). Pela comunhão com os irmãos, pela promoção da justiça e da libertação, pelo cultivo de utopias e esperanças de vida e de inclusão, a comunidade dos fiéis torna-se sinal da Páscoa, sinal da vida nova que Deus quer e preparou para todos. É possível enumerar vários acontecimentos que confirmam a convivência entre a realidade e a realização da Páscoa e os fatos e situações que indicam a direção contrária: violência, medo, fome, miséria, desastres, corrupção e maldade de todo tipo. Contudo, o fiel é chamado a ver além e através dessas realidades: a vitória de Cristo sobre a morte é também vitória sobre o pecado do mundo e seus efeitos. Os males que atravessam a nossa existência se tornam para os que veem, pela fé, sinais da realidade maior e melhor.
            Em tempos de ofertas religiosas de mercado, os espetáculos e as manifestações milagreiras tendem a desenraizar a experiência de Deus. Valem as “curas”, os choros, os arrepios, as emoções movidas por supostas adivinhações ou “revelações” misteriosas. Ninguém olha para as próprias feridas e para as feridas alheias para reconhecer a vida secreta que nelas habita. Os obstáculos e desafios não servem mais para fortalecer e serem abraçados como cruz do discipulado. São evitados. Se aceita a indiferença, sem qualquer perspectiva de solidariedade, de profetismo, de luta em vista de uma transformação. A Páscoa nos convida para algo mais: para a luz que brilha na noite, para a palavra que recria, para vida que emerge das águas, para o pão que cria vida ao ser partido. A fé está enraizada na vida; na existência faz seu húmus. A ressurreição eleva aquilo que a encarnação assumiu.
            Acolhamos o dom da paz e do Espírito que nos constitui em artífices de relações novas, reconciliadas e fundadas na justiça e na misericórdia.
            Desejando a todos muitas bênçãos, com ternura e gratidão, o abraço amigo,

Pe. Gilberto Kasper

(Ler At 2,42-47; Sl 117(118); 1Pd 1,3-9 e Jo 20,19-31).

Fontes: Liturgia Diária da Paulus de Abril de 2017, pp. 101-104 e Roteiros Homiléticos da CNBB do Tempo Pascal (Abril de 2017), pp. 37-42.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS - SOLENIDADE DA PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR


Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!

A Vigília Pascal é a celebração da Ressurreição por excelência. Seu caráter de vigília não se refere à preparação da festa, mas tem raízes na celebração da vigília dominical, presente na origem do culto cristão, em que se começa a celebrar o Dia do Senhor ainda no sábado, desembocando no amanhecer do Domingo. A Vigília Pascal, portanto, não é vigília à espera de uma festa, mas a própria festividade; a mais importante que ocorre no Domingo de Páscoa. A solenidade do terceiro dia do Tríduo Pascal.
            A celebração da Vigília Pascal consta de quatro momentos que costumamos designar como: Liturgia da Luz, Liturgia da Palavra, Liturgia Batismal e Liturgia Eucarística.
            É verdade que, de modo bem semelhante ao que ocorreu às mulheres diante do sepulcro vazio, os acontecimentos da vida nem sempre nos parecem fáceis de interpretar, de modo que através deles reconheçamos a Páscoa de Cristo nos envolvendo. Ao nos depararmos com a crueza da violência urbana, a rapidez com que as pessoas são destruídas pelo uso do crack nas grandes cidades, a luta interminável dos povos indígenas de nosso país em conseguir seu pedaço de chão para sobreviver, a perseguição daqueles que se põem ao seu lado, a corrupção institucionalizada no setor político-econômico... Tudo o que contemplamos com nossos olhos não parece testemunhar a vitória de Cristo sobre a morte. Parece que estamos a procurar entre os mortos aquele que está vivo.
            Cristo Ressuscitou. Vida nova se inicia: tristeza e desânimo pertencem ao passado; esperança e otimismo contagiam nossa existência. Jesus venceu a morte e vive para sempre junto à nossa comunidade e a cada um de nós.
            Acompanhemos Maria Madalena ao túmulo e ouçamos dela a alegre notícia: Jesus já não se encontra entre os mortos, mas está vivo e presente entre nós.
            Enquanto a humanidade destrói e mata, Deus ressuscita e dá vida. O amor nos faz acelerar o passo na busca dos objetivos. A presença do Ressuscitado provoca vida nova na comunidade.
            O texto de João que proclamamos, na celebração da Páscoa, conjuga o primeiro e o terceiro dia. O Domingo – Dia do Senhor – é ocasião concreta, experimentável para que os cristãos possam descobrir que Cristo Ressuscitou, segundo o testemunho das Escrituras. O Domingo, para os cristãos de todos os tempos, se mostra como uma submissão do tempo a Deus. Mas, na verdade, é uma maneira de designar a submissão do ser humano e todas as demais criaturas a seu criador, uma vez que o tempo não existe em si mesmo, mas se dá nas percepções e inteligência do ser humano. O Dia é uma imagem do ser humano. Portanto, dizer Dia do Senhor é falar do ser humano (e da criação inteira da qual ele é símbolo) como pertença a Deus. Em especial, por causa da Páscoa de Jesus, é uma maneira de colocar no centro das atenções a importância – e urgência – do ser humano redimido. O Dia é uma imagem do ser humano que vive de processos, ritmos e ritos. Do ser humano que se vai construindo. Melhor dizendo, do ser humano que se vai revestindo de glória nas palavras da carta de Paulo aos Colossenses.
            Esta experiência precisa encontrar lugar real e concreto em nossa época. O domingo, como um dia no calendário, não mais responde por aquela ocasião em que as pessoas podem obter o descanso, exercitar a convivialidade com a família e os amigos. É mais um dia de consumo, de produção, de lucratividade. Para a tradição ocidental da qual fazemos parte – por influência da fé cristã – o domingo era um dia para recordar a permanente necessidade de humanização. Mas, dia após dia, tudo é igual e as urgências humanas dão lugar a urgências econômicas.
            Neste sentido, é fundamental reunir-se para celebrar, de modo que os gestos humanos revelem a Escritura e a Escritura lhes confira sentido, reorientando nossa existência. Nesta direção, é muito significativo o convite feito na aclamação ao Evangelho, reiterado, como antífona no canto de comunhão: Celebremos, assim, esta festa, na sinceridade e na verdade. A Páscoa celebrada tende sempre a fazer-se verdade sincera em nossos dias, quer dizer, em nossa vida e em sua trama cotidiana. Sabemos que o cotidiano em si não existe – é algo sem forma. Mas o que lhe poderá dar cor, sabor, contorno, veracidade senão a experiência profunda do encontro com o Ressuscitado que continua a passar fazendo o bem como outrora Pedro afirmou? Assim, o tempo pascal se estende diante de nossos olhos como um único dia, o Dia do Senhor, no qual a pessoa humana se redescobre e redefine como criatura de Deus, enriquecida com o seu Amor que a faz reconhecer-se filha bem-quista e com pleno direito à felicidade num mundo mais justo e mais cheio de paz.
            A Páscoa nos remete ao túmulo vazio de onde exalam os perfumes do Ressuscitado! É desse sepulcro vazio que emana o conteúdo de nossa fé acolhida, compreendida, celebrada e vivida na relação com Deus, que nos oferece o único Cordeiro Imolado necessário para nossa felicidade plena, seus Filhos, Jesus Cristo, agora vive presente entre nós, por força e obra do Espírito Santo!
            Uma vez celebrado o cinquentenário do Concílio Ecumênico Vaticano II, o quarto aniversário da renúncia do Papa Emérito Bento XVI e a eleição do Papa Francisco, O Papa da Ternura nossa Páscoa nos convida à ressurreição imediata na relação com Deus, com a Comunidade de Fé, Oração e Amor e com os porões de nossa intimidade. Deixemo-nos envolver pelos aromas da ressurreição no esforço hodierno de configurarmo-nos cada dia mais com o centro de nossa vida, apaixonando-nos por Aquele que nos move a ser melhores do que somos, Jesus Cristo vivo e ressuscitado no meio de nós!

            Feliz e santa Páscoa a todos! Cheio de ternura, o abraço amigo e sempre fiel,

Padre Gilberto Kasper
(Ler At 10,34.37-43; Sl 117(118); Cl 3,1-4 e Jo 20,1-9).

Fontes: Liturgia Diária da Paulus de Abril de 2017, pp. 81-85 e Roteiros Homiléticos da CNBB para o Tríduo Pascal (Abril de 2017), pp. 31-36).