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sexta-feira, 4 de abril de 2014

O FAC – FRATERNO AUXÍLIO CRISTÃO pede socorro à PREFEITURA DE RIBEIRÃO PRETO

Pe. Gilberto Kasper, Presidente do FAC – Fraterno Auxílio Cristão da cidade de Ribeirão Preto, visita Marinho Sampaio, o Vice-Prefeito em seu Gabinete, para pedir socorro, na tarde de 27 de março de 2014.
            Há seis anos o FAC usufrui de uma subvenção de R$ 29.400,00 anuais, repassada através da Secretaria da Assistência Social para ajudar a desenvolver seu serviço especializado de média complexidade, atendendo jovens, adultos e idosos, de ambos os sexos, moradores de rua ou em situação de rua. Há seis anos, sem reajuste de tal subvenção o número de moradores de rua atendidos diariamente pelo FAC, aumentou de 18 para 45.
            Os R$ 2.450,00 mensais não cobrem as despesas com Folha de Pagamentos e Encargos Sociais. Ainda mais: o FAC precisa de mais mão-de-obra para atender as pessoas em situação de risco, que aumentam a cada dia em nossa cidade. Pe. Gilberto Kasper pediu ao Marinho Sampaio, que interceda junto ao Governo Municipal, um aumento da subvenção, já que necessita de admitir mais pessoas que o ajudem a ajudar os pobres de nossa cidade!

            O Presidente do FAC reconhece a generosidade tanto dos Órgãos Públicos como dos incontáveis Voluntários, mas lembra ao Vice-Prefeito que não consegue pagar Folha de Pagamento e Encargos Sociais com alimentos e vestuários que mais as pessoas generosas doam. Para que o FAC continue sua missão, são realizadas diversas promoções e conta com a generosidade de um grande número de doadores, que, porém não são suficientes para cobrir as despesas necessárias. “A esperança é que pudéssemos contar com a atualização da subvenção, de acordo com a inflação dos últimos seis anos”, desabafa Pe. Gilberto. Marinho Sampaio aguarda um pedido formal endereçado a ele e à Prefeita Municipal, Dàrcy Vera!

sexta-feira, 28 de março de 2014

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS - QUARTO DOMINGO DA QUARESMA

LAETARE – DOMINGO DA ALEGRIA

Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!

"Pois eu sou a luz do mundo, quem nos diz é o Senhor;
e vai ter a luz da vida quem se faz meu seguidor!" (Jo 8,12).

Na caminhada para a Páscoa já próxima, somos convidados a deixar atitudes de tristeza e desânimo e assumir a alegria e o otimismo, porque o Quarto Domingo da Quaresma - LAETARE é o domingo que antecipa as alegrias da festa da Páscoa que a Quaresma prepara nas entranhas de nossas Comunidades de Fé, Esperança e Amor, no íntimo de cada cristão. Jesus cura nossa cegueira e ilumina as trevas que alienam a vida das pessoas, principalmente as vítimas do Tráfico Humano! Deus vê fundo, não se deixa enganar pelas aparências. Nossa fé em Jesus leva-nos a superar os valores do mundo e os seus preconceitos e assumir os riscos que ela comporta, denunciando toda maldade fruto das trevas. Deus não age segundo critérios humanos: ele vê o coração dos homens, não as aparências. O encontro com Jesus, luz da humanidade, transforma nossa vida de trevas em vida iluminada. A partir do batismo, somos novas criaturas; por isso, devemos agir com bondade, justiça e verdade. Agradeçamos a Deus pelo novo olhar a nós concedido, capaz de reconhecer na assembleia, na palavra e no pão partilhado os sinais da presença de Cristo que salva.

O Quarto Domingo da Quaresma é tradicionalmente conhecido como o Domingo Rosa, o Domingo da Alegria. A comunidade cristã celebra a proximidade da Páscoa da Ressurreição de Cristo. É bom que nos alegremos nesta certeza. Fomos salvos pela ressurreição de Cristo e esta celebração festiva anual está próxima. Nós cristãos nos alegramos, porque Cristo nos salvou.

Saul, como rei de Israel, não conseguia mais governar o povo com justiça e por isso devia ser substituído. O profeta Samuel unge Davi, o último entre os oito irmãos, como rei de Israel. A escolha e a unção do rei Davi nos ajudam a entender o sentido do Batismo, especialmente o simbolismo da unção.

Pelo salmo responsorial (Sl 23/22), a comunidade suplica ao Senhor que restaure suas forças, derramando sobre ela o óleo do seu amor e a transforme em instrumento de salvação na sociedade.

O Apóstolo Paulo, fazendo referência ao contraste “trevas e luz”, ressalta a conduta dos cristãos - vivam como “filhos da luz”. Nisto há uma relação direta com o Evangelho. A luz que os outros contemplarão nos cristãos brotará do testemunho, da prática das boas obras de bondade, justiça e verdade. “Pelos frutos os conhecereis”. O batizado é iluminado pela luz de Cristo, para se tornar luz do mundo.
A cura do cego de nascença nos toca de perto, porque em certo sentido todos somos... “cegos de nascença”. O próprio mundo nasceu cego. Segundo o que nos diz hoje a ciência, durante milhões de anos houve vida sobre a terra, mas era uma vida em estado cego, não existia ainda o olho para ver, não existia a própria vista. O olho, em sua complexidade e perfeição, é uma das funções que se formam mais lentamente. Esta situação se reproduz, em parte, na vida de cada ser humano.

A narrativa do cego de nascença serve para demonstrar como se chega à fé plena e madura no Filho de Deus. Jesus nos recorda, com o sinal da cura do cego de nascença que, além dos olhos físicos, há outros olhos que devem abrir-se ao mundo. São os olhos da fé.

A fé é a luz que ilumina a nossa vida e dá alento ao nosso peregrinar terreno. O próprio Cristo apresenta-se como luz que nos ajuda a descobrir os verdadeiros valores e nos capacita a viver fraternalmente. Assim, iluminados por Cristo, seremos reflexo de sua luz. Vivamos na alegria da fé que se manifesta na confiança em Deus!

Conhecemos bem o ditado popular: "O pior cego é aquele que não quer enxergar..." Este Domingo Laetare, da Alegria, o Quarto Domingo do Tempo Quaresmal é um forte apelo a todos nós: que enxerguemos bem a realidade em que vivemos como Filhos da Luz, assumindo com coragem e ousadia nossos compromissos batismais. Muitas vezes é mais cômodo não querer enxergar, pois isso exige comprometimento, perdas, desinstalação do comodismo que nos impermeabiliza a críticas e cobranças. O cristão que não se esforça por prevalecer a verdade, a justiça, a liberdade e o amor gratuito e, a partir desses valores essenciais promove a dignidade humana entre as pessoas, principalmente as que se encontram em situações de risco do Tráfico Humano, não assume seu batismo. Acovardar-se diante do pecado é tão grave como ceder a ele. E quem cede ao pecado, sem lutar por superá-lo caridosa e fraternalmente, vira as costas para Deus: deixa-o falando sozinho. Quanto maior a responsabilidade do serviço de qualquer autoridade e pessoa pública, mais vulnerável a mesma fica. Haja oração pela santificação daqueles que são, de alguma forma, autoridade aqui ou acolá... Tal pessoa se torna vazia, seca, oca do amor que lhe foi conferido no dia de seu batismo, bem como do chamado a viver sua vocação específica. Talvez nossa falta de compromisso com a luz enderece tantos irmãos nossos às seitas mercantilistas, cada vez mais crescentes em torno de nossas comunidades, que ainda estão demasiadamente acomodas em sua missionariedade! E isso também não deixa de ser uma espécie de Tráfico Humano velado!

Desejando a todos muitas bênçãos, com ternura e gratidão, nosso abraço amigo,

Pe. Gilberto Kasper

(Ler 1Sm 16,1.6-7.10-13; Sl 22(23); Ef 5,8-14 e Jo 9,1-41).

sexta-feira, 21 de março de 2014

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS - TERCEIRO DOMINGO DA QUARESMA

Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!

"Na verdade, sois, Senhor, o salvador do mundo.
Senhor, dai-me água viva a fim de eu não ter sede!" (Jo 4,42.15).


"Na caminhada rumo à Páscoa do Senhor, chegamos ao Terceiro Domingo da Quaresma. Um domingo marcadamente batismal. Pela escuta da Palavra de Deus, somos convidados a dar um passo novo na fé que recebemos no Batismo" [...]

Sabemos o dia em que fomos batizados? O nome de quem nos batizou? Temos convivido com nossos padrinhos de Batismo? Celebramos apenas o dia de nosso nascimento, cuja data se encontra nos documentos que nos identificam como cidadãos de uma sociedade? Certamente a maioria comemora seu aniversário natalício com bolos, churrascos, "parabéns", recepções, enfim. Mas e o aniversário batismal é igualmente celebrado? Gosto de pensar, sem pré-julgar, que fica difícil comemorar, celebrar uma data que nem lembramos. E como ficam então os compromissos batismais? Quem não sabe o dia de seu Batismo, certamente não o celebra e não comemorando-o também não o assume, pelo menos conscientemente. Talvez haja um compromisso inconsciente ou meramente preceitual, o que empobrece nossa participação na adoção filial que acontece, quando mergulhados no útero da Igreja, passamos a ser herdeiros de Deus e de tudo que é d'Ele, principalmente integrando Sua grande família: a Família de Deus! Que tipo de filho nos sentimos nesta família de Deus, a Igreja de Jesus Cristo? [...]

"A água, princípio de vida, é presença marcante na liturgia quaremal. Celebrar a eucaristia é aproximar-se de Jesus, dom do Pai e fonte de água viva para a vida eterna. Vamos beber do poço que é o próprio Cristo, para que nos sustente na busca da vida plena. Somos convidados a não fechar o coração, mas ouvir a voz do Senhor, que se oferece como água viva para nossa existência. Junto com a samaritana, queremos nos aproximar do poço onde Jesus nos espera. A água é fundamental para que haja vida; comecemos a valorizá-la mais. A humanidade tem sede de Jesus. Cristo morreu por todos, estabelecendo a paz da humanidade com Deus
.
[...] "Na celebração deste Terceiro Domingo da Quaresma, o Pai nos oferece o dom da água viva e nos convida a aderir pessoal e comunitariamente a Jesus, o Messias enviado de Deus. Jesus transforma as circunstâncias simples e comuns da vida, como o buscar água num poço, em momentos especiais, de graça e de salvação. Ele é a água viva para sede mais ardente que todos sentimos, essa sede que atinge a raiz mais profunda de cada um de nós. Como batizados, nos vemos refletidos no drama da anônima samaritana. Muitas vezes, também nós carregamos relacionamentos feridos, sedentos de verdade e de autenticidade. Tão sedentos ficamos que, clamando por água, reclamamos ou duvidamos da presença de Deus, a exemplo dos israelitas na travessia do deserto" [...]

 Dia 23 de março de 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os candidatos "Fichas sujas eleitos em 2010 poderiam tomar posse..." de acordo com o artigo 16 da Constituição Federal!

Esta determina que lei que alterar o processo eleitoral só pode produzir efeitos um ano após entrar em vigor. Tiveram, na época, a mesma opinião do relator Gilmar Mendes, os Ministros Luiz Fux, indicado neste mês pelo Governo Federal, Antônio Dias Tóffoli, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e o então Presidente da Corte, Cezar Peluso. Foram seis Ministros contra a vontade de milhões de cidadãos brasileiros portadores de consciência política e ética contra cinco que desejaram "limpar o Congresso"! Tente comprar uma geladeira com seu nome sujo... Como vemos, é mais fácil ser Deputado ou Senador, até mesmo porque não devem comprar nada a prestação. Aliás, compram ou ganham desonestamente, o maior salário parlamentar do Planeta? Lamento pelos honestos, como sempre, a minoria. Fomos obrigados a digerir a sujeira dos mais de 30 eleitos com fichas sujas juntamente aos que já sentam sobre a própria sujeira há décadas, mas intocáveis, porque "os filhos das trevas são mais espertos..." Só nos resta não perder a esperança, de que um dia a justiça de nosso País, mesmo a Suprema Corte, mereça nosso respeito. Por enquanto, são tão sujos quanto os que assumirão suas mordomias, desrespeitando um Povo sofrido, honesto e cruelmente explorado institucionalmente!  Não deixemos para outubro próximo, o exercício de nossa cidadania. Não esqueçamos que além de ano de Copa do Mundo, estamos em ano de eleições para presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais![...]

"Quaresma é, para nós batizados, um tempo oportuno para sentarmos junto a tantos 'poços' onde, corações inquietos e necessitados, bebemos da água, até nos saciarmos de tanta sede de vida nova. Quaresma é tempo propício para o diálogo calmo e sem preconceitos. Compartilhar a água que sacia verdadeiramente, vivifica e transforma. É a oportunidade para abandonar os 'cântaros' inúteis e encher os espaços vazios da vida com novas atitudes de fraternidade e solidariedade, especialmente no que tange ao cuidado com a vida humana tantas vezes traficada".

Desejando a todos muitas bênçãos, com ternura e gratidão, nosso abraço amigo,

Pe. Gilberto Kasper


(Ler Ex 17,3-7; Sl 94(95); Rm 5,1-2.5-8 e Jo 4,5-42).