Pesquisar neste blog

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

A SANTO ANTONINHO ACOLHE OS MONGES!


Pe. Gilberto Kasper


Mestre em Teologia Moral, Licenciado em Filosofia e Pedagogia, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Docente no CEARP – Centro de Estudos da Arquidiocese de Ribeirão Preto, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Assessor da Pastoral da Comunicação, Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista.

“A Comunidade de Monges Beneditinos da Congregação de Santa Maria de Monte Oliveto eleva a Deus um canto de louvor pelos benefícios que Ele lhes concedeu no percurso destes cem anos da presença deles no Brasil”...
“Os Monges Olivetanos da Paróquia Basílica Santo Antônio de Pádua, desde a sua chegada a Ribeirão Preto, dedicaram-se ao serviço evangelizador: pela celebração dos sacramentos, pela catequese, pela criação e organização pastoral de comunidades e pela educação, de acordo com as necessidades da Igreja local” (cf. Convite).
“Na manhã do dia 22 de novembro de 1919 o Abade Dom Luís Maria Perego, com apenas 55 anos de idade, chegava à terra vermelha de Ribeirão Preto. No dia seguinte Dom Perego celebrou na pequena capela de ‘Santo Antoninho, Pão dos Pobres’ pela primeira vez o santo sacrifício da Missa, pregando em italiano. Nesse tempo, Ribeirão Preto e arredores contava mais ou menos com 30.000 italianos. Havia uma Associação em honra a Santo Antônio de Pádua que pretendia a construção de um santuário no Morro dos Cipós, um hospital e um abrigo para idosos e órfãos” (cf. Histórico sobre Origens, Carisma e História dos Monges Beneditinos Olivetanos).
A grande celebração alusiva ao Centenário da chegada dos Monges da Basílica de Santo Antônio de Pádua ao Brasil e a Ribeirão Preto será no dia 15 de novembro, sexta-feira com início às 17 horas no pátio do Santuário das Sete Capelas. Dali seguirá uma procissão em direção à Basílica de Santo Antônio de Pádua, onde às 19h30 sua Eminência Reverendíssima Dom Odilo Pedro Cardeal Scherer presidirá a Santa Missa.
Portanto, a primeira residência, o início da rica presença dos Monges Beneditinos Olivetanos em nossa Arquidiocese de Ribeirão Preto, foi o Mosteirinho anexo à nossa amada Igreja Santo Antoninho, Pão dos Pobres. Os Monges de hoje, solenizam o Centenário de sua chagada ao Brasil e a Ribeirão Preto, realizando desde o dia 1º de novembro “visitas celebrativas” às Comunidades por onde atuaram eclesial, litúrgica e pastoralmente.
Segundo o atual Prior Dom Bernardo Bergamin e o Pároco Reitor Dom Gregório Botelho, foi na Santo Antoninho que tudo começou. Serviu de residência para o primeiro Abade e os Monges que vieram posteriormente,  ecoando das entranhas desse simbólico espaço monástico (hoje em estado deplorável por falta de manutenção e restauro, por causa da burocratização existente em relação aos Tombamentos em nossa cidade, por parte das Secretarias Municipais que levam meses e  em algumas solicitações até anos para responderem aos nossos ofícios) a proclamação da Boa Nova, a celebração dos Sacramentos, evangelizando e santificando tantos fiéis.
A Santo Antoninho, Pão dos Pobres acolhe os Monges para a Celebração Eucarística no próximo domingo, dia 17 de novembro às 9 horas. A Santa Missa será presidida pelo Prior, Dom Bernardo Bergamin, e além dele e do Pároco Reitor, Dom Gregório Botelho, estarão entre nós outros sete Monges. Será grande nossa alegria em receber os Monges, bem como todos os nossos queridos Pupilos e Pupilas, Fiéis e Amigos para aquele momento de ação de graças. Sintam-se todos convidados. Vamos acolher os Monges com a ternura que nos é própria!

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS - TRIGÉSIMO-SEGUNDO DOMINGO DO TEMPO COMUM



Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!

“Chegue até vós a minha súplica;
Inclinai vosso ouvido à minha prece (Sl 87,3).

           
Se há alguns poucos anos falar de sexo abertamente era tabu, hoje é tabu falar em "morte". Por que medo da morte? A grande certeza que vivemos, é que um dia morreremos, no entanto "morremos de medo de morrer...". Cada vez que a morte passa por perto, ou me encontro diante dela através do exercício de meu ministério, encomendando alguma pessoa falecida, meu questionamento é em relação à vida que levo! A morte é uma excelente oportunidade de melhorar minha qualidade de vida. Geralmente deixamos para depois, as mudanças que talvez teriam de ser revistas logo. É bom não sabermos o dia e a hora de nossa morte, mas quando vier, e nosso nome ecoar na eternidade, não terá outro jeito, a não ser morrer! Há quem chama a morte de terceiro parto. O primeiro acontece quando deixamos o “útero materno”, que geralmente é aconchegante e delicioso. Talvez por isso a criança, ao nascer chora. O segundo parto é, para os cristãos, o momento em que nascemos do "útero da Igreja", a Bacia Batismal. Já o terceiro parto, é quando deixamos o “útero da terra”. Por mais difícil que seja viver, ninguém quer partir. A morte dói e nos faz chorar e traz vazio com sabor de saudade inexplicável.

Para os cristãos a morte não é a última palavra. Vivemos e convivemos com a vida e a morte. A morte e a vida além da morte sempre fizeram parte das preocupações humanas. Há uma tendência de “esticar a vida” cada vez mais. Há décadas, morrer aos 60 anos, morria-se velho. Hoje, quando as pessoas morrem aos 90 anos de idade, achamos que ainda teriam algum tempo pela frente. Isso é assim, porque a máxima aspiração do ser humano é a imortalidade.

            Nossa vida poderia ser comparada a uma viagem de ônibus. Quem ainda não andou de ônibus? Quando nascemos, entramos num ônibus, que é a vida terrena. A única certeza que temos é que há um lugar reservado para nós. Uma poltrona. Não sabemos quem serão nossos companheiros de viagem. Apenas sabemos que a poltrona reservada para nós deverá ser ocupada. Às vezes, ocupamos a poltrona do outro, e isso nos traz constrangimentos. Já assisti muitos "barracos" em ônibus cuja mesma poltrona estava reservada para duas pessoas. Não sabemos quem serão nossos pais, irmãos, amigos, parentes, enfim...
                   
Nossa única missão é tornar a viagem a mais agradável possível. Às vezes há pessoas que tornam a viagem insuportável; outras vezes a viagem é agradável!
                   
Há também o bagageiro. Nossas coisas não podem ocupar o lugar dos outros, mas devem caber em nosso próprio bagageiro do ônibus, a vida!
                  
O ônibus, de vez enquando pára na rodoviária. Se a viagem de ônibus é a vida terrena, a rodoviária é a morte. Ninguém gosta da rodoviária: há cheiro de banheiros, de óleo diesel, barulho de ônibus chegando e saindo, ninguém se conhece, muita gente se esbarrando ou até se derrubando. Há sempre uma incerteza, um friozinho na rodoviária que arrepia nossa espinha, que é a morte. Ninguém gosta da rodoviária: todos passam por ela porque precisam, mas não porque gostam. Haverá um momento em que nosso nome será chamado no alto-falante da rodoviária. Então precisaremos descer do ônibus da vida. Se tivermos enviado algum bilhete, uma carta, feito um telefonema, enviado um torpedo ou email para a eternidade, avisando nossa chegada, não precisaremos ter medo, porque Deus estará esperando por nós. O bilhete, a carta, o telefonema, o torpedo ou email são nossa maneira de viver a fé, a esperança e a caridade através de nossa relação conosco, com Deus e com os outros!
                   
Assim Deus estará esperando-nos na rodoviária da morte. Seremos identificados e acolhidos por Ele, de acordo com o que fomos e nunca com o que tivemos. Se Deus não tiver tempo, pedirá ao Seu Filho Jesus para buscar-nos e conduzir-nos à morada eterna. Se de tudo Jesus também não tiver tempo, Nossa Senhora nunca nos deixará perdidos ou esperando na rodoviária da morte. Ela estará lá, de braços abertos, para receber-nos e levar-nos à presença de Deus, colocando-nos em Seu Eterno Colo de Amor. É o que rezamos sempre: “...rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém!"

Nossa fé se debruça sobre a esperança de que morrendo, veremos Deus como Deus é, e isto nos basta. A morte é superada pela ressurreição. Foi o que o Ano da Fé tentou amadurecer na nossa relação com a vida terrena e a celeste. É preciso transcender e mergulhar no mistério que Santo Agostinho de Hipona nos propunha: “Nascemos para morrer, e morremos para viver de verdade!”. Assim que vivermos essa realidade, direcionando o olhar de nossa fé para a ressurreição, nossa vida será mais harmoniosa, feliz e cheia de novas esperanças, sentido e perspectivas!

Sintamos, todos o carinho da bênção do Senhor da Vida! Pois “Ele é Deus não de mortos, mas de vivos” (Lc 20,38). Com ternura e gratidão, o abraço amigo,

Pe. Gilberto Kasper

(Ler 2Mc 7,1-2.9-14; Sl 16(17); 2Ts 2,16-3,5 e Lc 20,27-38).

Fontes: Liturgia Diária da Paulus de Novembro de 2019, pp. 47-50e Roteiros Homiléticos da CNBB do Tempo Comum II (Novembro de 2019) pp. 73-75.
                                                                                                 
                                                                                                           


Tarde de Confraternização do FAC


Fica o convite para a Tarde de Confraternização que o FAC - Fraterno Auxílio Cristão prepara sob a coordenação da sempre dedicada Amália Terezinha Balbo Di Sicco. O valor é de R$ 60,00.

Além de se sentirem convidados para aquela tarde do dia 20 de novembro, contamos, também, com quem desejar e puder, com a generosidade em oferecer "bons Brindes" a serem sorteados durante o encontro de quem têm o que partilhar para com os que têm menos do que nós.

O FAC necessita da partilha de nossa pobreza para continuar seus projetos que promovem a dignidade de 84 crianças e adolescentes, 64 famílias em situação de vulnerabilidade e mais 120 jovens, que a cada dois meses são inseridos no mercado de trabalho ou de volta aos estudos.

Quem puder doar algum Brinde, ou quem desejar adquirir um Convite, basta ligar na Sede do FAC e conversar com a Coordenadora Ana Abe: (16) 3237-0942, (16) 99191-6841,ou fazer-nos uma visita: Rua Barão do Amazonas, 881 - esquina com a Rua Prudente de Moraes, bem no Centro de Ribeirão Preto de segunda a sexta-feira entre 8 e 17 horas. Buscaremos os Brindes ou levaremos os Convites a quem se dispuser a participar da promoção da dignidade de tantos irmãos nossos, mais necessitados do que nós! Não percamos mais essa oportunidade de voltarmos ao "caminho da santidade"!

Desejando-lhes muitas bênçãos, com ternura e gratidão, meu abraço amigo e fiel,
Pe. Gilberto Kasper